18.9.14

Jogos Vorazes 2 - Em Chamas

Valorize seu tempo, não vale a pena assistir, nem mesmo ler sobre este filme. O filme é todo metalinguístico  e isso é uma das poucas coisas legais. Visagistas nunca trabalharam tanto. Figurinistas de sambódromo nunca foram tão valorizados. A elite e suas afetações extremadas são os grandes destaques do filme. Megalomania televisiva levada às últimas consequências. Um jogo sem regras fixas não é jogo. E que jogo é esse que ninguém gosta e continuam promovendo? E o que diabos é 'tordo'? Aquilo não era uma fênix? Sério, alguém já ouviu falar desse pássaro alguma vez na vida? E o Lenny Kravitz como estilista? Tudo a ver, hein!? Taqueopareu! E a velhinha surda no meio da juventude? Tem coisa mais tosca e sem sentido? Ela só entra pra ser carregada nas costas por um garotão. Aí lhe bate um santo bom senso e decide se matar pra não atrapalhar mais a turma. Mas não sem, antes, dar um beijo na boca do garotão. Cara, ela não fala, não faz nada, não ajuda ninguém, só dá um beijo na boca do bonitão e morre. É a participação mais nada-a-ver da história do cinema! Deprimente. O único - que dizem que é - inteligente (:-/) é um negão fora de forma que só consegue ter uma idéia na vida, e que não serve pra nada na história. Uma hora e meia de filme e nada acontece. 

Duas horas e meia de filme e termina com promessas de continuação. Sério?! Porra, já se passaram cinco horas dessa merda e nada aconteceu... Só conversas tristes e confabulações. Chaaato... A tecnologia proposta é até legal, com as holografias e projeções no espaço e tal. Mas tem umas tosqueiras ridículas tipo: aquela musiquinha espetaculosa na hora de exibir no domo os que morreram. É muito mazela. Eu nunca gostei dessa proposta meio BigBrother meio No Limite de reality-game-show em filmes. É tudo muito previsível. Até os diálogos podem ser previstos. O domo de campo de força é igual ao do Galinho Chicken Little. Uma super produção feita exclusivamente para promover a atriz protagonista. Roteiro feito de embromação infinita, personagens mal desenvolvidos, trama mal justificada. Só não dá pra reclamar da qualidade técnica, dos efeitos visuais, das locações (Hawai) e da fotografia. O figurino digno das nossas escolas de samba e a trilha sonora totalmente comercial são emblemáticos do cinema feito-para-vender-ilusão e nada mais. E pra finalizar, a dublagem ainda colocou uma música de alguma dessas bandinhas da moda de pseudo-rock nacional. Mais enlatado impossível. Perdi meu tempo de novo. Foi assim com o primeiro e com este agora. E já havia tentado assistir duas vezes (com som original) mas dormi. Consegui assistir na terceira tentativa (dublado) mas sofri muito.

9.9.14

Linha de Frente (Homefront)

Roteiro de Silvester Stallone. Com Rinona Rider,  Jason Stathan e grande elenco. A trilha sonora é ótima e conta com Black Keys. As personagens são inconsistentes e a dinâmica é alternada entre lenta em muitos momentos e ultra rápida em certas sequências. As motivações também não são nada originais. A direção de lutas e coreografias são pouco inspiradas apesar de apresentar algumas boas tomadas. A fotografia não é primorosa mas tem seus bons momentos também. A prisão de um traficante e a morte de seu filho é o grande motivador de tudo no filme. A morte da mulher de um agente da narcóticos o faz levar sua filha para uma pequena cidade do interior dos EUA onde a mãe da garota cresceu - curiosamente não aparece nenhum único parente distante da família da mãe da garota na trama toda. Na nova escola a garota sofre bulliyng (intimidação) e revida com uma surra no garoto. A mãe do menino é viciada em crack e uma barraqueira da porra (outra personagem sem consistência) que chama o irmão traficante pra dar uma lição no pai da garota. Ele descobre que o tal pai é  o agente infiltrado responsável pela prisão de um poderoso traficante e a morte do filho dele. Ambicionando se tornar o grande produtor de crack de todo Estado ele avisa ao traficante preso a localização do policial. Uma gangue de motoqueiros bandidos da pesada são enviados para matar o policial. O maior problema do filme é a construção das personagens e suas participações. Tudo é muito pouco provável e é colocado lá apenas para justificar a violência explícita. O protagonista faz um amigo esporádico que o ajuda na reforma da velha casa de fazenda que tem um papel crucial no filme sem ter realmente nenhum envolvimento direto na trama. Outra inconsistência é a filha incentivar o pai a catar a sua nova professorinha e ao mesmo tempo chorar de saudades da recém falecida mãe. É um filme pra olhar, não para ver.

2.9.14

Parker

A fotografia é de encher os olhos. Os textos são elaborados, inteligentes e engraçados. A qualidade da produção é realmente fabulosa. A direção é muito boa e tem um estilo grandiloquente de apurado requinte estético. Com Jason Stathan e Jennifer Lopez. Um ladrão cheio de valores morais e senso ético se nega a participar de um roubo. Seus parceiros do roubo anterior tentam lhe matar e não dão a sua parte. Ele em busca de justiça caça seus antigos parceiros que, ao mesmo tempo, enviam um assassino profissional para matar a ele e sua família. Com a ajuda de uma corretora de imóveis de alto padrão da Flórida ele consegue se vingar, recuperar o que lhe deviam e ainda retribuir generosamente toda ajuda que recebeu. Com muita bala e boa sequências de luta e perseguição, o filme convence bem em todo conjunto. Diverte, enterte e encanta.

26.8.14

Vai Que Dá Certo

É uma comédia de situações engraçada mas não muito. Tem uma direção inconsistente com flutuações que interferem o andamento do filme em alguns momentos. O roteiro é bom e tem muitos textos realmente cômicos. A fotografia é regular e a trilha sonora não impressiona. É o tipo de filme que se você perder uma parte se torna desinteressante. Os personagens são estigmatizados e rasos. Um grupo de amigos de infância se reúne pra jogar futebol. A maioria fudido  apenas um bem sucedido. Um deles planeja roubar o dinheiro da empresa de transporte de valores em que trabalha. O amadorismo deles frustra o roubo e eles ficam devendo ao bandido que lhes alugaram as armas. Resolvem roubar rico amigo deputado. A confusão tá feita. Caixa dois, polícia corrupta, amizade em prova, senso de moral e justiça afloram, enfim... É uma boa comédia e termina com perspectiva de continuação.

19.8.14

A Lenda de Grendel

Boa narrativa com textos convincentes e bem elaborados. Gérard Butler é Beowolf, um visigodo famoso por suas vitórias em batalhas diversas. Sabendo da existência de um troll num reino da Dinamarca viaja para lá com seus amigos para dar fim ao terror provocado pelo troll. É a melhor versão desta lenda que vi até agora. Desde a fotografia, a música, as personagens, até a direção. É um filme que respeita os mitos e seus ensinamentos. Com boas cenas de luta, figurino fidedigno e citações convincentes da emergente religião cristã.

12.8.14

O Verão de Sam

Usando como pano de fundo uma história real, Spike Lee dirige e produz em 1999 o mais completo retrato de uma das muitas comunidades novaiorquinas durante o verão de 1977. Este foi um ano emblemático e icônico por muitos motivos: o surgimento do termo 'serial killer', o envolvimento massivo da mídia em um caso policial, blackout do sistema elétrico de Nova Iorque, as temperaturas mais altas do século XX (102°F), o surgimento do movimento punk, o auge da discomusic, o Studio 54, etc. Um matador insano usava uma arma de calibre 44 para matar pessoas aleatoriamente num bairro de tradição italiana. A polícia estava sem pistas e a comunidade passa a se envolver na solução do problema o que gera intrigas que envolvem medo, desconfiança e preconceito. O filme apresenta um leque de personagens perfeitamente estereotipadas das pessoas que vivem nesse bairro (Queens ou Bronx, não tenho certeza). É quase um docudrama do que ocorre numa cidade quando em crise. Na trilha sonora The Who e Frank Sinatra entre outros sons típicos daquela época. A fotografia transparece o sentimento de calor vivido na trama. E a direção junto aos diálogos criam um quadro bem realístico de Nova Iorque dos fins dos anos setenta. É uma peça histórica do cinema americano.

5.8.14

O Estranho Thomas

É um filme bem completo. Comédia, romance, ação, suspence e terror. Além de tudo a atriz é especialmente sexy. A direção é super dinâmica e inusitada. A fotografia é impecável e bela.  A trilha sonora casa muito bem com a narrativa, é envolvente e divertida. Um cara chamado Oi (estranho em inglês) herdou de sua mãe o dom de ver pessoas mortas e outros fenômenos sobrenaturais.

29.7.14

Jogo Bruto

A trilha sonora é muito boa. A direção também é valoroza. A fotografia é locações são pouco qualificadas apesar de ser extremamente favorecidas pela beleza de Chicago. O que estraga o filme é o roteiro mesmo. Confuso e cheio de piadas fora de timming. Um policial injustiçado torna-se xerife de uma cidade do interior (o que frustra sua bela e insossa esposa. O filho de um policial da cidade grande é morto numa operação por mafiosos traficantes. Seu desejo de vingança o faz propor ao injustiçado a redenção se ele vingar a morte do filho numa operação ilegal. A trama é tosca e confusa. Policiais honestos e corruptos interagem com bandidos egoístas e ambiciosos. São quatro grupos de pessoas: policiais brigando entre si e bandidos brigando entre si. Por fora chega Schwarzenegger, todo bonzão, botando areia na bagunça. Ele passa o filme todo pra se infiltrar e quando tudo caminha bem uma grande merda faz ele entregar o jogo o matar todo mundo sem sofrer quase nenhum arranhão. É bala pra todo lado. De pistola, revólver, espingarda e vários tipos de metralhadora. Morre mais gente que o carai e no fim ele dá  250 mil dólares pra uma vagaba e vai fazer coaching pro seu ex-chefe baleado.  É diversão sádica e entretenimento fútil, ou seja, bom filme.

25.7.14

O Cangaceiro


A direção é supervisionada por Carlos Coimbra diretor de dois clássicos do tema da década de 1960. É uma história de ficção com todas as referências possíveis do que era o sertão dos fins dos anos 1920. Reizado, bumba-meu-boi, ciranda, palhaços de circo, feirinhas, banda de coreto, xaxado, baião, poesia, etc. 
Atuações sofríveis. Sadismo violento e piadas fora de tempo. Frases de efeito sem grandes resultados, do tipo: 'Bala perdida não traz letreiro'; 'Chuva que muito troveja não cai'; 'Macaco que muito pula quer chumbo'; 'Cangaceiro sabe o dia que nasce mas não sabe o dia que morre"...
Situações e diálogos forçados e artificiais. E os sotaques irritam de tão forjados. 

É uma caricatura dos filmes anteriores. Originalidade passa longe deste filme. Tudo que presta aqui é arremedo do que se vê dois outros filmes de Carlos Coimbra. 

A opção estética do filme é um equívoco. Especialmente tendo Domiguinhos como cangaceiro cantando com playback a toda hora no acampamento. Mas ainda fica pior quando entra o jovem talentoso Alexandre Pires na trilha sonora.
A história se passa no interior de Pernambuco no início dos anos 1930. Galdino é um cangaceiro violento e sarcástico. Cobra uma 'paga' de vários fazendeiros. Suspeitando ter sido traído por um fazendeiro e o prefeito de uma pequena cidade, ele é seu bando invadem a cidade durante uma festa promovida pela prefeitura. Lá eles rendem as forças policiais, matam o prefeito e sequestram sua sobrinha para cobrar um resgate. Paralelamente, Maria, mulher de Galdino, arrasta a asa pra um dos subordinados dele e cria um clima tenso no bando. Ela está grávida do cara e o Galdino não sabe. O subordinado é Teodoro, um sujeito com cara de gaúcho e cheio de senso moral que fica tomando conta da refém. E é dizendo que não quer fazer mal a ela que ele consegue comê-lá e tirá-la escondida do cativeiro. O roteiro é ruim demais. Ainda botaram uma criança no meio do cangaço pra ser acobertada por Maria e ficar fazendo serviços de recado pro bando. E o menino só tá no enredo pra justificar a participação especial de dois atores famosos no início e no fim do filme. 
Existe também uma falta de respeito temporal que nem convêm comentar. Ainda pra fechar o filme, o tal Teodoro deixa a moça em proteção e enfrenta sozinho o bando de Galdino. Mas como é um filme Galdino faz um acordo de cavalheiro com o traidor o que permite que o garoto mate Galdino enquanto os cangaceiros matam Teodoro.

24.7.14

Lampião O Rei do Cangaço (1964)

Dirigido por Carlos Coimbra. Glória Menezes como Açucena. A trilha sonora orquestrada é um sofrimento pra mim. Nota-se um apuro exagerado na música e a música-tema de Lampião é explorada ao limite. É um filme tão parecido com o ficcional de 1961 (A Morte Comanda o Cangaço) que bem poderia fazer parte do projeto para uma trilogia. A diferença mais gritante é a qualidade da produção. O roteiro tem certas soluções que causam estranheza e possui alguns elementos audaciosamente cômicos. A cultura regional é mostrada de maneira incrívelmente variada e exibe um grande elenco de modalidades poéticas, crenças, festas, vaquejadas, cabarés, crendices, danças, ritos e músicas. O argumento é repleto de frases de efeito e citações dramáticas. Aqui a direção abusa dos clichés e a montagem tem falhas graves. Baseado em histórias e fatos verdadeiros expõe de modo simplório e raso o envolvimento do Governo com o advento do cangaço e a problemática Coluna Prestes com sua ideologia de justiça igualitária. O pai de um jovem fazendeiro é morto por capangas em Alagoas. Ele jura vingança e se torna conhecido no sertão pelo nome de Lampião. Para combater os rebeldes militares da Coluna Prestes o Governo arma o bando de Lampião até de metralhadoras, lhe dá patente militar e o envia a Pernambuco. Depois de haver anulado a Coluna Prestes, o Governo passa a tratar Lampião e seu bando como criminosos. Encurralado e com poucos homens Lampião parte pra Bahia onde encontra Maria Bonita.

23.7.14

A Morte Comanda o Cangaço (1961)

Dirigido por Carlos Coimbra. As cercanias rochosas e verdejantes do sertão de Quixadá (onde hoje existe uma pista de pouso para naves espaciais), interior do Ceará, serviram de locação para as filmagens. A beleza feminina é um fetiche imortal. Apesar de não protagonizar, as atrizes que fazem o elenco de apoio são encantadoras. A história é uma ficção baseada na realidade do sertão no ano de 1929. Silvério é um cangaceiro protegido por um coronel (como eram chamados os grandes fazendeiros do NE) que lhe fornece armas e munições em troca de certos favores como a cobrança e extorsão de dinheiro e gado dos pequenos agricultores. Um desses fazendeiros sobrevive a um ataque que deixou sua mãe morta e sua pequena propriedade em ruínas. Ele monta um grupo de homens desejosos de vingança e passam a caçar os cangaceiros. Fica uma espécie de cangaceiros do bem contra cangaceiros do mal enquanto a polícia e a população se ferra. O filme é muito rico em retratar as diversas manifestações culturais da caatinga, desde rituais religiosos (enterros, beatos, benzedeiras, fechamento de corpo, orações e hinos) até formas de divertimento e lazer (músicas, instrumentos, danças, roupas, indumentária, churrasco, vaquejada, comércio, etc.) Não dá pra exigir muito das atuações que são muitas vezes caricatas. Os clichés são óbvios e explícitos mas bem usados. Os textos tem seus bons momentos e o roteiro é bem resolvido. A fotografia não dá pra avaliar com precisão mas é bem equilibrada e usa bem os contraplanos e as nuances da iluminação natural. A trilha sonora é aquela orquestra típica e datada de filmes daquele período com a diferença que aqui ele dispõe de um grande leque de músicas regionais de sensível valor histórico. É verdadeiramente um faroeste brasileiro. Uma hora e quarenta de perseguição entre garranchos, sob sol escaldante e romance estereotipado em meio a tiro, maldade e sangue.

22.7.14

X-Men Dias de um Futuro Esquecido

Muito aquém do que eu esperava. O traje da Mística está tosco e nem de longe lembra o deslumbre da época da Milla Jovovich. O roteiro é uma enganação de pseudo complexidades vazias e sem sentido. Não é um filme sério e despreza a inteligência do espectador. Nivela por baixo e agrega pouco ao universo Marvel. Totalmente diferente da HQ a qual faz referência, acho que deveriam até ocultar o comparativo posto que é infinitamente inferior. Está tudo errado no filme e nada me convenceu. A bem da verdade lutei para não dormir diante de tanto blá blá blá sem sentido. Wolverine é enviado para suas lembranças no passado e passa a viver de novo na década de 1970. Precisa evitar que Mística mate o cientista responsável pelo Projeto Sentinela que no futuro matará mutantes e humanos e implantará uma espécie de supremacia das máquinas. Muitas premissas estão equivocadas no filme mas a pior delas é a que justifica a importância crucial da Mística. Os Sentinelas aprenderam a reproduzir o mesmo poder dos mutantes por causa do sangue da Mística, sendo que o poder dela é apenas de imitar formas não imitar poderes, quem absorve e repete poderes é a Vampira que nem aparece neste filme. Mesmo as cenas de ação não me convenceram, por exemplo, aquela do #nãovaitercopa do Magneto foi absurda e despropositada. Enfim, vale assistir mas sem expectativa alguma.

Ponto de Vista

Um atentado terrorista num evento público na Espanha com o presidente dos Estados Unidos. O fato é exibido sob diferentes pontos de vista: de um policial local; de um turista americano com uma câmera; do presidente americano; de uma garota de 8 anos e sua mãe; dos terroristas... Enfim...

3.7.14

Caldeirão da Santa Cruz do Deserto

Dirigido por Rosemberg Cariry em 1983. Mil pessoas em 1930. Fundado pelo beato José Lourenço com o apoio de Padre Cícero em fins de década de vinte. Sociedade autônoma com produção própria de ferramentas, víveres e alimentos. Curral do governo de flagelados em 1932. Cerca de 40mil pessoas. 1935 instalaram escolas para crianças e adultos. 1934 morre Pe. Cícero. Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS). 10/09/1936 uma tropa do exército invade o Caldeirão. 1937 beato e seguidores se escondem nos matos e em comunidades de outros beatos. 1938 Zé Lourenço volta ao Caldeirão. 12/02/1946 morre o beato José Lourenço nascido em 1872