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8.1.15

Papisa Joana

No ano em que o Imperador Carlos Magno morre, nasce a mulher que se tornaria a única a ser a chefe máxima do catolicismo no mundo. Joana era filha de um camponês rústico e carola. Aprendeu a ler com os irmãos e surpreendeu a todos sua inteligência. Aprendeu também sobre ervas e plantas e seus usos medicinais. Mesmo sem a permissão do pai resolveu estudar no colégio apostólico - conhecido por só receber meninos - fugindo de casa. Disfarçou-se de menino, serviu e estudou em diversos mosteiros até ter tido a sorte de curar o papa de uma doença misteriosa e tornar-se seu braço direito. Após a morte do papa foi eleita pelos cardeais o novo papa mas ela estava grávida e uma trama se armava para matá-la. Morreu em público sangrando por aborto enquanto o pai da criança que ela esperava era encurralado e assassinado em perto lugar da cidade.

23.10.13

Hitchcock

Para um filme feito em menos de dois meses é perfeito. A maquiagem e os trejeitos do protagonista estão surpreendentemente iguais ao Hicthcock original. O filme relata o processo criativo e produtivo de 'Psicose' paralelo às inseguranças e ao, verdadeiramente cúmplice, relacionamento dele e sua esposa. Com bom humor e seriedade muito equilibrados, dinâmica e diálogos agradáveis e inteligentes, fotografia verossímil, trilha sonora calibrada, é um filme muito agradável, leve, descontraído e instrutivo.

18.9.13

Jobs

Sob muitos ângulos percebemos grandes semelhanças na caracterização de Steve Jobs feita pelo Walden (Dois Homens e Meio). A trilha sonora é o destaque desta produção. Os argumentos são cativantes mas pouco da magia instigante e apaixonada de Jobs foi realmente transposta para a tela. Toda a energia contagiante e criativa inspirada pela Apple ficou guardada no roteiro. A Apple é bem mais apaixonante que este filme. A tentativa de condensar uma história de décadas em menos de duas horas é tarefa árdua e termina por privilegiar certos aspectos em detrimento de outros. Os pontos de virada do filme não coincidem com os pontos de virada na vida de Jobs e isso nos frustra um pouco. Um outro filme sobre Steve Jobs baseado na sua biografia oficial está em pré-produção.

22.12.09

Che 2 - A Guerrilha


Tão sacal quanto o primeiro (Che - O Argentino). A história do Che merecia algo mais emocionante e menos dramático. O filme que conta a fascinante trajetória do maior guerrilheiro da América Latina ficou devendo em entusiasmo e sobrou em tédio e marasmo. O filme peca em tudo, exceto em conteúdo. É didático demais. Frio demais. É bom pra aprender e entender um pouco da face anti-heróica da América Latina, mas é ruim pra entreter. Trilha sonora intimista, direção lerda e fotografia pobre. Diários de Motocicleta é muitíssimo superior, mas relata um outro momento da vida do cara.
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10.9.09

Che - O Argentino - Parte 1


Dirigido por Stevan Soderberch e produzido por Benicio DelToro, com Rodrigo Santoro no papel do atual presidente de Cuba, Raul Castro. Denso e longo, conta toda a trajetória da Revolução Cubana até a tomada do poder por Fidel Castro.
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20.7.09

Frida


Um filme magnífico. Sensível e profundo. Quem diria que Trotsky traçou Frida Kahlo?! O filme se passa na década de 1920, auge do poder comunista na Rússia. Mostra que o pintor Diego Rivera era um comunista idealista vulgar (como deveriam ser todos) que se opunha à Lênin por suas distorções do ideal comunista, e, posteriormente à Trotsky, desta vez por uma mescla de ciúme e idealismo. A sina da vida de Frida, suas decepções e permissões, sua criatividade e amargura. Ela era maluquíssima, fumava feito uma caipora e bebia que era uma beleza. Sofreu um acidente que maculou sua vida. Me identifiquei demais com Rivera, com sua concupiscência e liberdade. Que filmão! Adorei mesmo! Trilha sonora belíssima, uma direção criativa, uma fotografia inovadora. É um filme-arte. Não chega a ser um filme conceitual, mas é como um mergulho no mundo maravilhoso da arte da pintura e da imaginação. A exposição de velhos conceitos morais, o ciúme, o desejo, o prazer, a liberdade, o "viver", enfim, é um filme pra ser visto e revisto.
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5.6.09

Napoleão


É ótimo! É denso e envolvente. Tem uma direção admirável, uma fotografia muito bela e a trilha sonora é caprichada. Gostei mesmo foi do conteúdo histórico. É um verdadeiro documento. Uma ferramenta didática auto-explicativa. Mostra a vida particular de Napoleão suas relações afetivas e políticas. O único problema do filme é a dimensão temporal. O filme dá saltos freqüentes de meses, anos, dias, semanas, e às vezes não fica bem claro o tamanho desses saltos no tempo. Em cinco minutos ele vai da Alemanha a Espanha a cavalo, na mesma meia hora de filme vai ao Egito e volta, enfim, tive a sensação que o filme era uma mini-série e cortaram as partes menos importantes à trama total do filme. No todo vale a pena. Assistir a um filme que conta à história de um homem que virou um mito, que mudou toda a sociedade européia e mundial (lembrem-se de que foi por causa dele que Dom João VI veio morar no Brasil em 1808 e só retornou a Portugal quando ele foi exilado) é sempre um privilégio. Estou ansioso por "Alexandre, O Grande".
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El Cid


Péssimamente dirigido e roteirizado, esta animação quase detona a reputação de um grande ícone espanhol. É uma animação absolutamente adulta. Apesar dos traços parecem meio infantis, a história, a direção, o clima do filme é totalmente adulto. Não gostei do estilo dos desenhos. Aquelas cabecitas naqueles corpões rechonchudos à beira da explosão dão uma movimentação estranha aos personagens. A trilha sonora em especial é uma espetaculosa merda! O filme conta - mal e porcamente - a complicada história de uma guerra local lá pelas bandas dos reinos de Portugal e Espanha contra os mouros no 1º século do 2º milênio. E é um troca-troca de príncipe e nobres e guerras e muita onda. Esse filme não prende a atenção nem um segundo. Trilha sonora no estilo 'Titanic'. Assista quem quiser. Esse episódio histórico da humanidade tem sua versão em carne e osso de 1961, os links se referem a ambos os filmes, pois imagino que possa ajudar a contextualizar melhor os fatos relatados no filme.

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Monsieur N


A história do filme se passa toda na ilha de Santa Helena e serve para complementar o filme 'Napoleão' produzido por outro consórcio. É um filme interessante narrado por um dos oficiais responsáveis por seu cárcere na ilha. O subtítulo 'A última batalha' supõe uma ousada e complicada trama de fuga e vingança. Segundo o autor, Napoleão teria fugido da ilha secretamente, tendo sido sepultado em seu lugar um dos seus fiéis súditos. É um filme intrigante e longo.
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2.5.09

O Último Rei da Escócia


Bom filme. Bem dirigido, musicado e especialmente fotografado. Tem uma dinâmica cativante e retrata de maneira convincente a pouca sanidade que rodeia o poder absoluto.
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26.4.09

Olga


É magnífico. Um grande filme mesmo. Divinamente dirigido, fotografado e sonorizado é um filme impecável. Com profunda carga dramática ele conta as origens de Olga, como ela se tornou revolucionária, suas influências e aprendizado. Seu envolvimento com o Partido Comunista, sua ascendência judia, seu romance com Prestes, suas experiências de guerrilha, suas humilhações no Brasil e na Alemanha, e um dos momentos mais marcantes do filme, o nascimento e a separação de Olga e sua filha Anita Garibalde. O filme mostra também a severidade das atitudes comunistas e o que o homem capaz de fazer por ambição e idealismo. É um filme didático e histórico. Ótimo de ser assistido coletivamente principamente por cientistas políticos, historiadores e comunistas. Olga é filha de um médico judeu na Alemanha no início da política nazista. Abre mão de suas regalias burguesas para lutar por igualdade social junto ao PC. Vai para Rússia onde tem treinamento militar. É designada a proteger Prestes durante sua volta secreta ao Brasil que havia se exilado na Rússia após o fim da Coluna Prestes. Seu objetivo era tomar o poder das mãos de Vargas com a ajuda das Forças Armadas Brasileiras, mas o medo do Comunismo fizeram os altos comandos militares fecharem acordo com Getúlio e a revolução de Prestes foi desmantelada. Presa e separada de Prestes, Olga foi entregue ao poder Nazista pelo Governo Brasileiro e morreu poucos anos depois na camara de gás como milhões de judeus no Holocausto. Imperdível!
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Garrincha, Estrela Solitária


Um filme no qual já li o livro. Isso só aconteceu com 'O Xangô de Backer Street' e 'Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban'. E este é bem aquém do livro. O livro retrata e envolve o espectador com muito mais profundidade. Deve ter sido muito difícil cortar o que foi cortado do livro, mas ele conseguiu passar o recado. A direção está relativamente boa, apesar de um tanto conservadora. A fotografia tá caprichada, mas achei relápso o figurino. A trilha sonora é totalmente de época e dá um ar lúgubre à narrativa. Elza Soares na pele de Taís Araújo tem momentos brilhantes, mas sua atuação é oscilante, assim como o Garrincha interpretado por André Gonçalves. Ele me surpreendeu, mas sua falta de carisma nos mantêm afastados dos sentimentos do Garrincha. Por pouco não transformaram o belo livro de Ruy Castro numa pornochanchada. Cenas de sexo vulgares e despropositadas deixam o espectador ruborizado, sem no entanto envolvê-lo. O filme é bom, mas poderia ser muitas vezes melhor. Faltou brilho nesta estrela solitária ou faltou estrela neste set. Uma personagem da magnitude de Garrincha merecia uma filme muito melhor produzido e roteirizado. Apesar de conseguirem contar toda a trajetória do jogador, os saltos temporais esvaziam os acontecimentos não nos deixando sensibilizar pela personalidade complexa do atleta. É de lei, todos devem assistir.

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9.3.09

Mandela - Luta pela Liberdade

(Goodbye Bafana)

Baseado no livro escrito por seu principal carcereiro, a história começa nos idos de 1973, quando James Gregory passa a ser o responsável por intermediar as correspondências e as visitas recebidas por Nelson Madela numa ilha prisional sul-africana. A aproximação do guarda racista com o negro ativista o faz rever seus preconceitos e passa a ser mais tolerante e, por vezes, cúmplice de Mandela. Por entender o dialeto falado por Mandela e seus aliados, obteve privilégios e sofreu discrimição por parte de muitas pessoas. O filme fala de uma história fantasticamente emotiva, mas não emociona. O filme não envolve e nos mantêm distantes da realidade apresentada. Mesmo as cenas mais sórdidas de humilhação são leves e pouco profundas. Não transmite nenhum sentimento. Nem piedade, nem raiva, nem simpatia, nem nada. É um filme frio contando uma história quente. A fotografia deixou muito a desejar, a direção também e a trilha sonora é imperceptível apesar de quase despontar bom gosto e originalidade. Enfim, o filme é um ótimo recurso didático para despertar algum interesse pela 'persona' que foi Mandela, mas ficou muito aquém do que o pernonagem representa. No final da contas vale a pena.

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Café na Política
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8.3.09

Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito


Apresenta um certo ar poético em toda película. A história é pouco profunda deixando toda a densidade da narrativa para o que se diz dele (Bezerra de Menezes), ao invés de enfatizar o quê, propriamente, ele fazia. A tentativa de expôr toda a tragetória de sua biografia, desde o seu nascimento até sua morte, juntamente com seus papéis - social, polítivo e espiritual - ficou falível nos breves 76 minutos de filme. Portanto, ficou uma narrativa simples e rasa, apesar do texto rebuscado e culto. De positivo, digo que despertou o interesse por essa personalidade brasileira ainda pouco conhecida. Faltou maior ênfase na sua postura espírita, mas no todo é um bom filme. A direção ficou ótima, com a fotografia um pouco menos. O figurino trabalhou bem, assim como a sonorização e trilha. Minhas expectativas eram maiores, mas fico envaidadecido em saber que é uma realização de sucesso do meu ex-professor de cinema Joe Pimentel e da minha amiga a atriz Juliana Carvalho, que comoveu no papel de esposa do protagonista. Parabéns a todos pelo lindo trabalho!

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Centro Espírita Bezerra de Menezes
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15.2.07

Diários de Motocicleta



Tive o privilégio de assistir a esse filme no dia 1º de maio numa sessão de cinema das 10:30 da manhã (era a isso que chamavam matinê?). E logo depois da sessão rolou um breve debate com figuras emblemáticas do movimento estudantil da década de 1960 e pessoas que conheceram a mãe do mito. Esta semana o filme estréia nos cinemas Brasil afora e saiu na Revista Época uma matéria super bacana sobre o filme.
Dirigido por um brasileiro (Walter Salles), o filme é todo falado em espanhol. Conta a aventura de uma viagem de motocicleta por dois jovens, um de 23 anos (o futuro 'Che') e um de 29 anos. Ernesto Guevara é um estudante de medicina e dá um tempo em seu curso para aventurar-se com seu amigo bioquímico numa viagem de moto, a 'La Poderosa' pelo interior da Argentina, pelo Chile, pela Colômbia, Peru, Bolívia, etc. até a Venezuela.
A história é bem divertida e muito humana. O filme realmente emociona. É um filme instigante. Tenho que assistir de novo.
A qualidade filmográfica é impecável. Muito bem dirigido, roteirizado, fotografado e especialmente sonorizado. É um passeio pelos estilos fonográficos latino. É filme arte, daqueles que precisamos ter na nossa videoteca.