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28.5.15

9

Animação futurista pós apocalíptica. Pequenas criaturas maquínicas animadas por espíritos transmutados são os poucos sobreviventes de uma guerra final entre homens e máquinas. Ciência e misticismo se misturam. Uma história repleta de humanidade e esperança. Com direção vibrante e boa narrativa. O cientista responsável pela arma definidora da guerra final usa o artifício da "vida transmutada" (conhecimento místico milenar) e divide sua alma em nove facetas cada uma animando um pequeno boneco robô humanóide feito de retalhos e partes metálicas. Acidentalmente eles ativam a máquina de criar máquinas (e acumular almas) e vêem seus amigos morrendo um a um. Até que consigam desligar a máquina do mal e libertar seus amigos. O roteiro não explica bem muita coisa e ficam muitas dúvidas no ar. A mensagem geral é boa e reflexiva mas a história em si é inconsistente. É uma ótima animação com boas sequências dramáticas e de ação.

14.5.15

Transformers 4 - A Era da Extinção

Valores duvidosos. Motivações complicadas. Falta absoluta de qualquer verossimilhança. Narrativa frágil e complicada. Completa ausência de coerência. Direção confusa e poluída. Filme longo. Argumentos óbvios. Falta de respeito à continuidade de tempo e de espaço. Piadas sem timing. Explicações vagas. Justificativas vazias. Muito merchandising. O filme vale pela qualidade do áudio e dos efeitos visuais. Pela fotografia magnífica. Pelos ângulos e movimentos de câmera incomuns. São duas horas e meia de ação e espetáculos megalomaníacos. Chicago. Alguma cidade chinesa. Destruição. Explosão. Tiros, bombas e armas dos mais variados tipos e tamanhos. Nenhum dos personagens humanos dos filmes anteriores. O que mais me incomoda é como os alienígenas se referem aos humanos, como uma massa de indivíduos totalmente desprovidos de identidade, personalidade ou individualidade, especialmente o Optimus Prime que fala com cada pessoa como se pudesse responder pelas ações de toda humanidade.

26.2.15

Trancendence


Usos interessantes da nanotecnologia. 
A direção é indigesta. Algumas atuações sofríveis apesar do grande elenco. Os efeitos visuais são convincentes mas nada impressionante. A dinâmica das ações é fraca e empobrecem o filme. O roteiro tem mais buracos que queijo suíço. A trilha sonora também é uma grande decepção. Tudo no filme é mediano menos a ideia que é fantástica. Um filme de 2014 com essa temática merecia uma produção melhor.

27.11.14

Halo 4

Escola militar para filhos de pessoas importantes. Mesmo lá uns são mais importantes do que outros. Mesmo lá uns se forem mais do que outros. O filho de pais renomados no exército tem seu comportamento aquém do esperado e é tratado com certos privilégios. É indisciplinado mas até a diretoria da escola de cadetes bota fé nele. O roteiro é bem previsível com todas as ações sendo pontuadas ligeiramente antes de realmente acontecerem. É um filme bom mas um pouco cansativo. A melhor parte são os quinze minutos finais que não é tão bom assim por que a fotografia privilegia as sombras, as nuances e o mistério, o que deixa muito para nossa imaginação completar. A escola treina a juventude para uma guerra insana contra inimigos que já nem sabem o por que de toda violência (claro que é o fomento pela indústria armamentista, afinal são apenas negócios, e, todos precisam se proteger, e, eles também tem família pra criar, e...). Então de repente, do nada - opa! Do nada não, porque o roteiro já tinha mostrado um dos garotos que era um tipo de hacker com vídeos descriptografados de batalhas onde o exército se juntará aos inimigos para combater um inimigo comum e mais poderoso -, o planeta é invadido por alienígenas ultra violentos hiper armados que em poucos instantes exterminam todos os seres vivos do planeta exceto quatro deles. Entre estes, o tal rapaz indisciplinado com características especiais que todo mundo bota fé. É um roteiro simples quase bobo mas tudo muito bem feito e bem produzido. A estética é cuidadosa mas não impressiona. A trilha sonora tenta mas não surpreende. O roteiro é cheio de pontas soltas que imagino devam fazer algum sentido no game do qual deriva filme. No todo é um bom filme mas não tem nada de inusitado ou realmente novo.

23.10.14

Ender's Game

A Terra foi invadida por alienígenas inseptóides. Um único homem foi o responsável por aniquilar as forças extraterrestres. Milhões de vidas foram perdidas durante as batalhas. Agora uma entidade militar global dedica-se a preparar para combates futuros o maior número de pessoas o mais jovem possível. Um adolescente impúbere se destaca por sua competência nos jogos de treinamento. Caçula entre três irmãos ele se destaca por demonstrar o equilíbrio que os irmãos não possuem. Um é agressivo demais, a outra é sensível demais. O garoto é 'o cara'. O líder que procuravam. O sucessor do herói que morreu salvando a humanidade. Ele é um gênio, brilhante e magérrimo. É manipulado e sacrifica vida de amigos em prol de um bem maior: extinguir a civilização dos aliens que representam uma ameaça crescente a vida humana. O roteiro não tem nada de autêntico. A trilha sonora não é de impressionar. A fotografia é feita de efeitos visuais e especiais sem limites. É um filme feito para um segmento bem específico de público. Não há senso de humor. A seriedade dá o tom do filme que beira o drama existencial. Expõe meio que o rito de passagem da adolescência para idade adulta quanto aos compromissos e responsabilidades assumidas. Não é um filme carismático apesar de promover a importância da amizade e da confiança. Os treinamentos em gravidade zero numa estação espacial não convencem mas daria um bom brinquedo numa Disney da vida. Não gostei.

16.10.14

Os 12 Macacos

Mi Em 1996 uma catástrofe biológica matará 99% da população mundial. Cientistas do futuro enviam ao passado um prisioneiro com características específicas para encontrar a causa da catástrofe e avisar aos cientistas do futuro. Ele é enviado para 1990 é considerado louco e preso num hospício. Divergente: palavra que entrou em moda recentemente é citada diversas vezes no filme. É sinônimo de transtorno bipolar? Enquanto estava preso e acorrentado numa maçã dentro de uma sala e teleportado de volta, inquirido sobre a experiência e reenviado ao passado, dessa vez para 1999. Reencontra a psiquiatra que o atenderá em 1990 e descobre que um dos loucos amigo de cela do hospício é filho de um eminente virólogo executivo da indústria química/farmacêutica. Em 1996 o filho louco do magnata se junta a 11 radicais pseudo-ambientalistas e funda o 'Exército dos 12 Macacos' para fomentar atividades contra a indústria da carne e ao massacre de animais. O roteiro é muito bem elaborado e desenvolvido com primor. O senso de humor é presente e nos surpreende positivamente mesmo em momentos tensos da trama.

2.10.14

Europa Report

Outro filme chato com roteiro bobo. O filme não é longo mas falta não acabar. Uma nave é enviada a uma das luas de Júpiter (ou seria Saturno?) em busca de organismos vivos. Quando estão próximos ao planeta perdem a conexão com a Terra. Um a um os astronautas morrem por descuido, teimosia, loucura ou por alguma entidade energética misteriosa. No último instante os dois últimos sobreviventes conseguem reestabelecer a comunicação com a Terra para onde enviam os vídeos que serão editados numa linha narrativa para que a chefe dessa operação na Terra possa nos contar essa história. É um nada a ver sem quê nem porquê. A direção é fraca, a fotografia é fraca, a trilha sonora é fraca e a produção é mediana. Se ainda não viu, não talvez não vá precisar, não tem nada de interessante, nem revelador, nem informação confiável, nem mesmo uma frase icônica ou uma fala mais interessante. É encheção de linguiça e pronto.

22.9.14

Robocop (1987)

Muito bom! Impressionante! A trama, os diálogos, o figurino, os efeitos especiais, a dinâmica, as situações até os figurantes. É ultra violência, crítica social... É quase um tratado sociológico sobre a sociedade contemporânea e seus valores éticos, morais e de comportamento. É tão diferente do novo Robocop que o primeiro tiro que Murphy recebe é justamente na mão direita, a que sobrou intacta depois dele ter recebido queimaduras de 4°grau em 80% do corpo no filme do Padilha. A direção é primorosa em cada sequências, nas transições, nos ângulos inusitados. É um filme visceral. Com humor e demais emoções na medida certa. Toda tecnologia apresentada é perfeitamente verossímil, desde o uso do vídeo ao uso de dados nos mais diversos setores econômicos, do entretenimento à construção civil e habitação. O respeito às reações psicológicas, a influência da memória e expectativas de comportamento esperado. Fantástico!

18.9.14

Jogos Vorazes 2 - Em Chamas

Valorize seu tempo, não vale a pena assistir, nem mesmo ler sobre este filme. O filme é todo metalinguístico  e isso é uma das poucas coisas legais. Visagistas nunca trabalharam tanto. Figurinistas de sambódromo nunca foram tão valorizados. A elite e suas afetações extremadas são os grandes destaques do filme. Megalomania televisiva levada às últimas consequências. Um jogo sem regras fixas não é jogo. E que jogo é esse que ninguém gosta e continuam promovendo? E o que diabos é 'tordo'? Aquilo não era uma fênix? Sério, alguém já ouviu falar desse pássaro alguma vez na vida? E o Lenny Kravitz como estilista? Tudo a ver, hein!? Taqueopareu! E a velhinha surda no meio da juventude? Tem coisa mais tosca e sem sentido? Ela só entra pra ser carregada nas costas por um garotão. Aí lhe bate um santo bom senso e decide se matar pra não atrapalhar mais a turma. Mas não sem, antes, dar um beijo na boca do garotão. Cara, ela não fala, não faz nada, não ajuda ninguém, só dá um beijo na boca do bonitão e morre. É a participação mais nada-a-ver da história do cinema! Deprimente. O único - que dizem que é - inteligente (:-/) é um negão fora de forma que só consegue ter uma idéia na vida, e que não serve pra nada na história. Uma hora e meia de filme e nada acontece. 

Duas horas e meia de filme e termina com promessas de continuação. Sério?! Porra, já se passaram cinco horas dessa merda e nada aconteceu... Só conversas tristes e confabulações. Chaaato... A tecnologia proposta é até legal, com as holografias e projeções no espaço e tal. Mas tem umas tosqueiras ridículas tipo: aquela musiquinha espetaculosa na hora de exibir no domo os que morreram. É muito mazela. Eu nunca gostei dessa proposta meio BigBrother meio No Limite de reality-game-show em filmes. É tudo muito previsível. Até os diálogos podem ser previstos. O domo de campo de força é igual ao do Galinho Chicken Little. Uma super produção feita exclusivamente para promover a atriz protagonista. Roteiro feito de embromação infinita, personagens mal desenvolvidos, trama mal justificada. Só não dá pra reclamar da qualidade técnica, dos efeitos visuais, das locações (Hawai) e da fotografia. O figurino digno das nossas escolas de samba e a trilha sonora totalmente comercial são emblemáticos do cinema feito-para-vender-ilusão e nada mais. E pra finalizar, a dublagem ainda colocou uma música de alguma dessas bandinhas da moda de pseudo-rock nacional. Mais enlatado impossível. Perdi meu tempo de novo. Foi assim com o primeiro e com este agora. E já havia tentado assistir duas vezes (com som original) mas dormi. Consegui assistir na terceira tentativa (dublado) mas sofri muito.

16.6.14

Godzilla (2014)

É o melhor filme de monstros gigantes já feito. Os testes nucleares que deram origem a Guerra Fria na verdade eram tentativas de destruir seres extraterrestres de dezenas de metro de altura. A história é convincente, a direção é cativante, a música empolgante e tudo no filme é cadenciado e envolvente. Muita destruição no melhor estilo fim dos tempos. Uma mistura qualificada de Transformers, Jurassic Park e Independence Day.

29.5.14

A Colônia

Os argumentos são estúpidos e idiotizantes. A direção não é ruim mas usa artifícios para camuflar vários defeitos do roteiro. A fotografia é escura e nebulosa. No futuro o superaquecimento global vai gerar uma nova era do gelo. O que sobrou da humanidade vai sobreviver em colônias subterrâneas. Um grupo de sobreviventes enlouquecidos invade as colonias, persegue, mata e esquarteja quem acham.  Um fio de esperança repousa em 12km quadrados de céu azul em algum lugar. É um thriller de suspense sem grandes inovações.

17.5.14

Stargate - O Portal Estelar

É um definitivamente. O roteiro é muito bem desenvolvido e faz links incontestáveis com a realidade histórica. A produção milionária não economizou no design dos figurinos e a imaginação extrap clássico ola os limites da sanidade. Entre as escavações arqueológicas no Egito é encontrado em 1928 uma espécie de portal cujas inscrições são indecifráveis por décadas. O material no qual é constituído o aparato é um metal que não existe na Terra. Faltando um último símbolo a ser decodificado um grupo militar é destacado para acompanhar os progressos científicos feitos. Um estudioso cujas teorias são rechaçadas e é ridicularizado pela sociedade acadêmica é também envolvido no projeto secreto. Quando conseguem desvendar o significado e a sequência dos símbolos o portal estelar é ativado e um grupo de soldados é enviado pelo portal junto com o cientista para o outro lado do Universo conhecido. Lá descobrem que uma civilização similar a do Antigo Egito está se desenvolvendo e que uma espécie de vida antiga e alienígena usa o corpo de jovens humanos para se perpetuar viva. Os efeitos especiais são ótimos e tudo é muito realista, desde as interações sociais até as relações com a cultura e tudo mais. No filme, as pirâmides de pedra são uma base onde pousa uma nave pirâmide gigantesca. É tudo muito convincente no filme exceto a forma como eles desvendam os símbolos. É um filme realmente fascinante e atemporal.

15.5.14

Oblivion

Um filme no qual pouco podemos falar sem dar spoilers. O roteiro nos surpreende em diversos momentos de modo que temo diminuir o interesse pelo filme. Penso que filme assim são falhos então se não gosta de saber do filme antes de assisti-lo não leia a partir daqui. A direção é tranquila mas está longe de ser ótima. A fotografia é esplêndida assim como os efeitos visuais, o design tecnológico e os padrões arquitetônicos. A trilha sonora trás boas surpresas e os efeitos sonoros são bem legais também. O roteiro é explicativo mas apresenta algumas pontas soltas apesar de levantar questões relevantes quanto a alguns conceitos e possibilidades científicas. No futuro uma espaçonave é enviada da Terra para uma das luas de Saturno - Titan - para averiguar um possível objeto alienígena. Os alienígenas destroem a Lua terrestre provocando um cataclisma sem precedentes o que leva quase a extinção da humanidade. Somos levados a crer no que o protagonista crê mas aos poucos percebemos que tudo é uma farsa. A humanidade perdeu o planeta para os alienígenas que mantém uma permanente exploração dos meios naturais enquanto clones humanos são usados para consertar drones que objetivam exterminar o que sobrou da humanidade. Um dos clones é cooptado pela resistência humana e agora vai ajudar a matar aquela forma de vida alienígena que é de uma espécie maquínica desconhecida. Muito tiro, muita explosão, boas sequências aéreas, alguns momentos de profundidade existencial relativa e situações cômicas meio que fora de hora. Led Zeppelin na trilha sonora e outras boas referências. O filme é metido a cult e aparenta uma seriedade meio maluca. Gostei e acho que vale assistir de novo logo logo.

27.4.14

Gravidade

Que tenso! Impressionante mesmo! Uma hora e meia de controle de ansiedade no limite. Tecnicamente não há muito o que dizer além de impecável. A trilha sonora especialmente nos conduz ao auge do suspense. Uma cientista em sua primeira missão se depara com destroços de outros satélites que após uma explosão provocam uma reação em cadeia tirando de órbita vários satélites de comunicação deixando-a absolutamente só no espaço. Uma sequência de eventos torna cada vez mais remota a possibilidade de sobrevivência. A fotografia deslumbrante é comovente.

25.4.14

Robocop (2014)

Nada impactante. Pouco emocionante. Bem menos carismático que o original da década de 1980. Não decepciona nem surpreende. A direção não é ruim. A trilha sonora não impressiona. As situações são simplórias e não exigem nada do expectador além de paciência. No futuro a polícia é um serviço privado pago pelo Estado. Os EUA desenvolvem robôs para atuar em guerras e na segurança em diversas partes do mundo mas dentro do país o uso de robôs é inaceitável politicamente e socialmente. Uma empresa decide criar uma arma que adquira simpatia do povo americano, um misto de homem e máquina, um ciborgue. Um policial, bom pai de família, sofre um atentado a bomba e é perfeito aos planos da empresa. A esposa autoriza o uso de seu moribundo marido na experiência na expectativa de tê-lo de volta. No entanto, o que sobrou de humano nele é manipulado pela empresa o que o impede de se reaproximar da família. Mas por fim a humanidade do ciborgue vence as rotinas de programação internas e ele se revolta contra a empresa. O que tem de bom neste filme é somente o que lembra o Robocop original, o resto é descartável.

2.1.14

Código 46

É um filme de ficção dramático que trata mais de questões éticas sobre o futuro controle populacional e de natalidade através de sistemas baseados em combinação de códigos genéticos. O código 46 refere-se a proibição que impede o relacionamento entre duas pessoas com códigos genéticos semelhantes a 25% ou mais. Tecnologias viróticas para incrementar habilidades são comuns e comercializadas com certas restrições. Um investigador privado deve investigar fraudes numa espécie sistema de seguro chamado Esfinge. A trilha sonora é intimista e quando o investigador chega a figura suspeita, funcionária da Esfinge, ele se apaixona por ela e se compromete mesmo sendo casado e com filhos.

12.11.13

Oz - Mágico e Poderoso

Conta como o mágico de Oz chegou a Cidade das Esmeraldas e tornou-se o que é (como mostrado no Alice no País das Maravilhas). É legalzinho. Oz é o Duende Macabro do filme do Homem-Aranha, pouco carisma... Oscar é um mágico canastrão em Kansas e quando fugia de um credor no circo onde trabalhava é atingido por um tornado e... Bum! País das Maravilhas, Cidade de Oz! Bruxas boas, bruxas más, etc, etc.

17.10.13

Depois da Terra

A seriedade da personagem interpretada por Will Smith contrasta brutalmente com todos os demais papéis que ele já interpretou. O conceito tecnológico é curioso e parece alienígena. Holografias e botões nada ergonômicos além de soluções bélicas e médicas bem interessantes. Após uma tempestade de asteróides uma nave cai na Terra e os sobreviventes são apenas o pai general e filho cadete. A Terra é um planeta devastado que foi abandonado pelos humanos há cerca de mil anos. Na queda o general quebra suas duas pernas e, para enviar um sinal de ajuda, seu filho cadete precisa chegar a cauda da nave que caiu a cem quilômetros de onde eles estão. Existe um drama de identidade com o garoto que revela certas discrepâncias comportamentais que não acho que sejam típicas. "O medo está no futuro. É produto de nossa imaginação. O perigo existe e é real, mas o medo é uma escolha". Esta citação é uma fala do general que demonstra exatamente o tom de toda narrativa. A fotografia é linda e exibe uma natureza exuberante com belíssimas paisagens. É uma grande lição de moral e aprendizado. Todo o filme é uma metalinguagem quanto a responsabilidade, desejos pessoais e amor fraterno. O garoto começa a grande caminhada sendo guiado pelo pai pessoalmente, depois artificialmente e por fim mentalmente. Sempre no intuito de gerar sua própria autoconfiança diante dos perigos da natureza, da vida, etc... Tem muitos outros elementos subliminares que vale apena uma conferida futura. A trilha sonora beira o intimismo com acordes de pianos e ritmos introspectos. A direção é equilibrada e nada monótona.

3.10.13

Elysium

Que pena. A idéia original foi corrompida pela quantidade de clichés. O filme reúne todos os elementos de uma boa ficção científica, no entanto, o roteiro é de uma bobagem atroz. Bom, talvez sirva como recado para sociedades excludentes e exclusivistas. Um pobre marginalizado sonha em conhecer Elysium (uma espécie de condomínio fechado espacial). Lá todas as casas possuem uma tecnologia médica quase mágica. O garoto garoto sonhador torna-se um contraventor contumaz e na idade adulta tenta se redimir como um operário dedicado. Numa situação idiota ele se contamina mortalmente. Sua paixão de infância tem uma filha que precisa de um tratamento médico que só existe em Elysium. Wagner Moura é um criminoso do "bem" que trafica pessoas para Elysium. A secretária de segurança de Elysium arma um esquema para tornar-se presidente. O protagonista precisa sequestrar um industrial para conseguir uma carona clandestina para Elysium. Ah, cara é uma confusão tosca e forçada que faz tudo dar certo. O filme te subestima a inteligência frame a frame.  A trilha sonora não cativa, a fotografia é um deslumbre, a direção deixa a desejar.

20.9.13

Círculo de Fogo

Transformers com Godzilla. Sonho de infância de muitas pessoas que curtiam aqueles seriados toscos japoneses (Jaspion, Changeman, etc.) . Uma fenda no Círculo de Fogo (regiões abissais do Oceano Pacífico) possui uma passagem para outra região do Universo (ou sera outra dimensão de existência? Enfim...). Monstros gigantescos saem da fenda e provocam grandes destruições. Os monstros aparecem com regularidade matemática crescente. Para combatê-los, o mundo unido produz eficientes máquinas humanóides pilotadas por duas pessoas que as controlam conjuntamente através de uma ligação neuro-eletrônica profunda. Uma conexão neural entre dois cientistas e um desses monstros permite descobrir que esses monstros são parte de um plano de dominação e destruição da Terra. Então quando esses robôs gigantes são mais necessários uma decisão política interrompe o programa militar. Quase dez anos depois das primeiras aparições o projeto de criação dos jaegers (esses robôs gigantes) é ativado sob patrocínio privado e para evitar o fim do planeta eles decidem destruir a passagem da fenda. O filme é movimentado e a ação é incessante. A trilha sonora em tom épico mistura orquestra e violinos com guitarra e música eletrônica. Boa mescla. Fotografia caprichada. Direção realmente impecável. É um filme muito bem feito. Com dinâmica envolvente e roteiro bem alinhado exceto pelas discretas piadas sem timming. Curiosidade: a região conhecida como Círculo de Fogo fica na mesma latitude da região do Oceano Atlântico conhecida como Triângulo das Bermudas, ambas as regiões são abissais e ficaram famosas por causa de estranhos fenômenos magnéticos e desaparecimento de navios e aviões.