Parece o piloto de uma série de tv. A falta de carisma dos atores é gritante. O excesso de clichês é vergonhoso. O planeta Terra está na iminência de uma catástrofe natural global. Um grupo de cientistas (das raças mais representativas) aceitam partir para outra galáxia (uma viagem de 10 anos só de ida) enquanto enquanto participam de um reality show que patrocina a expedição. Os efeitos especiais não são top mas enganam bem. A direção, fitografia e trilha são medianos pra baixo. Enfim...
29.3.13
Virtuality
5.3.13
Tropas Estelares
É um filme de 1997. Vi a primeira vez em fins de 1998. Um dos últimos representantes da Era dos VHS (Video Home System). Concorreu a Oscar e tudo mais. Sua categoria é 'ficção científica', mas trata-se de um filme de guerra. Sua narrativa, suas personagens, situações e tudo o mais se referem a uma luta armada envolvendo artilharia e ataques aéreos, erros de estratégia, conquista de patentes, testes, treinamentos e hierarquia. É também um dos mais certeiros exercícios de futurologia do cinema. Numa época em que não se cogitavam tablets em salas de aula ou telões de led espalhados pela cidade, nem videoconferências ou vídeomensagens. Está tudo lá. O filme tem um certo ranço 'ariano' quando trata de preservação da raça, na disciplina exacerbada e na igualdade de gêneros (banheiros mistos coletivos, por exemplo), na falta de protagonistas negros, nos usos ideológicos dos meios de comunicação, etc. No entanto, é um clássico da cinematografia. Ultraviolento, exibe muitas cenas de mutilação humana e naturaliza a tortura (da raça inimiga). A medicina também é fabulosamente retratada envolvendo fluidos nas mais diversas recuperações. A trilha sonora é magnífica e épica, capaz de levar o espírito das profudezas às alturas, do horror à glória. A fotografia é fabulosa, seja na Buenos Aires do futuro ou nos ásperos planetas dos insetos, assim como a estética dos interiores nas naves, nos edifícios ou nos campos (de treinamento, de batalhas, de passeios, etc.). A direção, assim como a edição, são incrivelmente diretas e sem muitas firulas. O roteiro é mágico pois envolve-nos a ponto de não percebermos as mais de 2 horas de filme, graças a sensível evolução das personagens, suas reações e amadurecimento no decorrer da trama. Resumidamente, insetos extraterrestres desviam um meteoro que dizima toda região de Buenos Aires ('A Jóia Sulamericana') matando 9 milhões de pessoas. O Governo Mundial (é, o mundo é uno!) declara guerra aos insetos. Com a ajuda da tv (altamente) interativa convocam toda juventude a assumir seu papél de cidadão e alistar-se no exército. "Eu faço minha parte, e você?"
Assista no YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=4FMWWTfy-GQ&feature=youtube_gdata_player
Armageddon
O filme é 1998 e continua atual em todos os aspectos. A perfeição dos efeitos especiais, o realismo com que foram tratado os detalhes, a atuação coletiva, o texto, a trilha sonora, a fotografia, enfim, é um filme de ficção científica que dignifica a arte cinematográfica, assim como o corpo técnico e os espectadores. É o Estado da Arte. Um asteróide de proporções quilométricas está a 20 dias da Terra. Todas as agências astronáuticas do mundo se unem. Contratam especialistas em escavações e propecções geológicas para plantar no centro do meteoro uma bomba que permita despedaçá-lo e desviá-lo do planeta. Em meio as preparações e a toda alta tecnologia envolvida, o roteiro se preocupou em encher de sentimentos honrosos cada personagem. Repleto de humor, sarcasmo, piadinhas, falas de encorajamento e bajulação honesta, os argumentos tornam-se um elemento chave no carisma do filme. É um filme longo mas agradabilíssimo. Com Bruce Willis, Ben Afleck e outras figuraças de Hollywood. Entretenimento puro!
Assista no YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=Iy4htJdcL5o&feature=youtube_gdata_player
Eles Vivem
O filme é da década de 1980 e traz ótimas idéias pobremente roteirizadas. Os diálogos são toscos, a fotografia é boa, os efeitos visuais são simples - na fronteira do cômico com o sinistro. A direção usa bem as várias combinações de lentes mas peca na dinâmica tensa que entedia ao invés de instigar. Uma batida de blues nos embala do início ao fim do filme tornando enjoativa a trilha sonora que é boa apesar de mal produzida. O senso de humor do filme é bobo e contrasta negativamente com a dinâmica impigida pela direção. Inconsistências à parte é legal no geral. A cafonice do figurino é ótima para se ter um retrato dos anos 80. Um pequeno grupo de voluntários de uma igreja descobrem que fomos invadidos por extraterrestres. Eles controlam a humanidade através de mensagens subliminares nos meios de comunicação. Um cientista inventa um tipo de óculos que nos permite ler estas mensagens e ver o verdadeiro rosto dos alienígenas. Alguns destes óculos caem nas mãos de um operário rude (interpretado por algum famoso e carismático lutador de luta livre da época) que fica meio pirado com a visão permitida pelos óculos e surta violentamente matando e sequestrando pessoas. O grupo de voluntários planeja emitir uma transmissão televisiva pirata para alertar o mundo, mas eles (os alienígenas) estão infiltrados em todos os orgãos de poder dos EUA e passam a caçá-los ferozmente.
Assista no YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=lPmgR5ituU4&feature=youtube_gdata_player
Spiders
Assisti em inglês logo não entendi boa parte da narrativa e sabe Deus que título darão no Brasil. Como é um filme 'B' acho que será algo como "A Invasão das Aranhas do Espaço", "O Ataque das Aranhas Gigantes"(apesar de elas terem vários tamanhos) ou algo similar... Num satélite (ou estação espacial) astronautas (ou cosmonautas) são mortos por uma estranha raça de aranha. Alguns asteróides atingem o artefato e um detrito cai em Nova York atingindo um subterrâneo do metrô. O detrito trouxe exemplares das aranhas que se multiplicaram rapidamente. Engenheiros (com sotaque carregado, russo talvez?) e militares isolaram algumas quadras do local onde caiu o objeto e puseram em quarentena as pessoas que entraram em contato com o estranho artefato. O Governo afirmava cuidados contra vírus ou bactérias enquanto buscavam controlar a estranha comunidade de aranhas para usos bélicos. Vários funcionários do metrô foram mortos ao primeiro contato com as aranhas, assim como os mitológicos moradores dos subterrâneos da Big Apple. Elas multiplicavam-se muito rapidamente e cresciam loucamente. Mesmo o exército não conseguia mais contê-las... Enfim, a trilha sonora é bacana, os efeitos especiais são relativamente bons (os detalhes dos dentes das aranhas ficaram toscos apesar de à distância parecerem verossímeis e os movimentos estarem legais). A direção é boa e sucinta, com cortes rápidos e envolventes. A trilha sonora tem umas batidas eletrônicas legais. A fotografia é questionável, mas é agradável de modo geral. O roteiro é non-sense e nos dá alguns sustos com a ajuda da sonoplastia. É um filme rápido, simples e curioso: a cidade não pára apesar daquela linha de metrô estar interrompida. Viva a civilização!
Assista no YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=sgINLiZn3E4&feature=youtube_gdata_player
13.2.13
Na Terra de Amor e Ódio
Alguns sérvios foram humilhados por alguns muçulmanos nos idos do início do século XX. A população bósnia é composta de várias etnias, principalmente, cristãos, judeus e muçulmanos. No filme, escrito, dirigido e produzido por Angelina Jolie, fica clara a idéia de que a ignorância somada a inveja e ao desejo de vingança foram os motivadores da guerra. São fatores existenciais de inadequação e falta de perspectiva de justiça que podem explicar a violência indiscriminada, fomentada sobretudo pela busca do lucro e da supremacia através das armas e seu comércio. É Inacreditável perceber a loucura coletiva, a falta total e bom senso e o mínimo de humanidade. O filme narra a trajetória de um relacionamento entre um sérvio e uma muçulmana que se inicia no começo dos conflitos e termina tragicamente com a intervenção internacional na agora desfacelada Iuguslávia. Então entre massacres covardes, estupros incessantes e mortes sádicas, o soldado (filho de um dos generais responsáveis pela política sérvia) tenta protejer sua querida muçulmana enquanto vive um conflito interno por demonstrar carinho a uma pessoa que faz parte de um povo a quem todos seus subordinados e parentes consideram inimigos. É insano. Cruel. Covarde. Injustificável. Inocentes pagando com a vida por erros de alguns mal-caráteres que existem entre os seres humanos indistintamente de onde nasçam ou a que etnia pertencem. São espíritos maus que povoam e dominam almas fragilizadas e manipulam suas atitudes até torná-los simples fúrias vãs.
Missão Impossível - Protocolo Fantasma
É um filme completo em tudo. No humor, na ação, nos diálogos, nos efeitos visuais, na excelência fotográfica, na cativante trilha sonora, no requinte do roteiro, na direção imaginativa... Enfim, é um supra sumo da produção em cinema. O agente Hunt precisa impedir que um cientista psicopata detone uma ogiva nuclear russa em solo americano. Ele pretende iniciar uma guerra nuclear mundial. Diante das suspeitas e das motivações políticas dos dois países envolvidos, a Agência de espionagem foi desativada, deixando os agentes com uma missão sem oferecer apoio algum. Passeando por megaestruturas na Europa, na Ásia e no Oriente Médio, somos presenteados com magníficos travellings e panoramas surreais. Divertido, inteligente, criativo, ágil. São mais de duas horas expostos a uma densidade de informações inenarráveis. Vale ver várias vezes.
Dredd
O visual é bacana. A megalópole futurista lembra São Paulo. A fotografia é fabulosa e os efeitos visuais excelentes. A trilha sonora é um eletrônico instigante. A droga da moda é o slo-mo servido numa bombinha como as usadas para asma. A ação se passa num cortiço de 200 andares com 75 mil moradores (um treme-treme pós-moderno). Uma ex-puta comanda da cobertura do prédio a produção e a distribuição da droga. Numa batida ocasional após a investigação de um triplo homicídio, os juízes (na verdade policiais com poder de vida e morte) prendem um dos funcionários da vadia depressiva que blinda todo o complexo e põe a população e seus comparsas numa caçada pelos juízes. Muito tiro, muita morte, muito sangue e nenhum sorriso.
Looper - Assassinos do Futuro
2039. 10% da população tem poderes telecinéticos. Pessoas marcadas pra morrer são enviadas do futuro para serem assassinadas por 'loopers' no presente. Chegará o dia em que matarão a si mesmos (por isso o 'looper'), mas serão bem pagos para viverem pelo menos 30 anos de fanfarrices e colírio alucinógeno (a droga do futuro). No futuro, um homem com poderes paranormais decide acabar com esse tipo de crime. Um dos loopers consegue escapar de si mesmo no passado e tenta matar o garoto que no futuro será o responsável pela morte de sua esposa e o fim dos loopers... A história é confusa mas tem boas sequências de ação e muita violência gratuita - desta vez envolvendo crianças (no limite do aceitável e da ética). A ambientação futurista é convincente com motos voadoras convivendo com pistolas retrô e bacamartes hi-tech. A trilha sonora é boa. A fotografia é límpida mas pouco profunda. A direção não impressiona. Mas o que está havendo com os continuistas? Virou cargo político? A dinâmica não é tão instigante e os diálogos se perdem facilmente, principalmente quando tentam imprimir bom humor. Esperava mais. Recomendado para o site Falha Nossa.
Busca Implacável 2
O filme é bom como eu esperava. Começa lento e depois não nos deixa respirar. Tenso, rápido, envolvente. Com belas sequências de ação, luta e perserguição. Luc Besson é foda mesmo! A trilha sonora é ótima. A fotografia impecável. A direção inusitada, porém seus assistentes estavam com outras preocupações além da continuidade... Parentes dos raptores da filha do ex-agente juram vingança e tentam matá-lo juntamente com a filha e a ex-mulher. Istambul (ou Constantinopla saqueada - como queira) é o palco deste filme incrível. Fiquei satisfeito e com gostinho de 'quero mais'.
Recomendado para o site Falha Nossa.
A Saga Molusco - Anoitecer
Chato e sem graça. A melhor piada desta sátira da saga-blockbuster são os peidos frequentes lançados por todo elenco. Não tem uma única tirada inteligente ou uma boa sacada de humor. O filme é extremamente redundante e pouco inspirado. Talvez eu tenha conseguido esboçar um leve sorriso em um dos cantos da boca, mas não é certeza. De um modo geral, gosto de besteróis. Assisti recentemente um clássico do estilo "Top Secret - Super-Confidencial" e ri muito, de novo. A série "American Pie" tem vários bons momentos, assim como a série "Pânico" e outros, mas este é um fiasco total.
12.2.13
O 22° Herdeiro - The Phantom
O Fantasma que conheci quando criança era negro e não lembro bem de que em que contexto vivia. Lembro-me apenas que não me empolgava muito com suas histórias. O ator me lembra o Neymar do Santos. Só com uma hora de filme, quando começa o treinamento do jovem, é que me dei conta de era mesmo um filme do Fantasma, pois mesmo vendo o título em inglês não quis acreditar. A lenda do Fantasma é uma mistura atroz da lenda do 'Ancião da Montanha' da 'Ordem dos Assassinos' com o Batman, mas o contexto é uma miscelânia de diversas tradições reinventadas.
O filme é longo (2h30m) e não precisava de tanto tempo pra contar esta história. Tem bem a cara de 'o-filme-que-deu-origem-a-série'.
A direção é muito meticulosa e torna o filme lento e cheio de passagens inúteis. A produção é rica e o upgrade na fantasia do Fantasma era realmente necessária. O roteiro é fraco, repleto de incongruências e de diálogos desnecessários. Parece que foi produzido pra tv e pensado na forma de minisérie.
Com base na Indonésia, o cara passa o filme todo na ponte aérea Ásia-América, com seus jatinhos privados como se fosse um táxi-aéreo dentro da cidade. Mesmo contando com o carisma dos atores, o personagem Fantasma não me cativa. É uma espécie de Batman da selva. Descendente do Barba Ruiva e herdeiro de uma fortuna que mantêm secretamente uma organização apolítica internacional contra a violência, ele vai impedir o assassinato de um pacifista por uma organização criminosa dona de redes de tv por assinatura que manipulam ondas psíquicas para controlar as pessoas. O único com habilidades inatas é o filho do Fantasma anterior, o 22° na linhagem da caveira da floresta sinistra da Ásia, e, que entre outras responsabilidades está em manter sua linhagem, ou seja, engravidar uma moça digna. Seus pais foram mortos quando ainda era criança e foi adotado por um amável casal americano que nunca lhe disse a verdade. São tantos clichês que cansa o telespectador menos paciente. Os erros de continuidade pululam na tela. Não existem mais continuístas na indústria do cinema??? Recomendado para o site Falha Nossa tb.
1.2.13
29.1.13
O Nome da Rosa
Ambientado no norte da Itália do século XIV, é uma adaptação de uma obra iluminista famosa. O tema é a Igreja Católica medieval com seus dogmas, suas Ordens e seus pecados. O poder baseado nas escrituras que motivam e estimulam atos heróicos ou covardes, que semeiam a ambição e também o desprendimento. O tema é complexo. Uma espécie de Concílio ou Conferência, Referendo ou Debate foi marcado para acontecer num mosteiro dominicano entre 3 Ordens Eclesiais: Dominicanos, Franciscanos e Beneditinos. A superstição e o controle das disciplinas fazem parte da cultura predominante. Mortes misteriosas estão apavorando os monjes e um padre franciscano adepto à investigação científica suspeita de que algum assassino esteja por trás disso tudo. É um filme de dinâmica envolvente e intrigante com trilha sonora sutil e fotografia rústica. Menciona obras raras do pensamento grego e lança uma luz sobre a significativa perda, destruição ou extravio de obras que poderiam revolucionar o espírito humano. A fotografia exacerba em feias panorâmicas. A trilha sonora é tão verossímil quanto a direção de arte. A direção cativa e envolve com sequências inspiradas e inteligentes.






