Nada instrutivo e muito pouco familiar. É um filme pra adolescente se esbaldar. Politicamente incorreto, é na mesma linha de 'Se Beber Não Case' porém não tão engraçado. Uma professora de valores duvidosos enfrenta as consequências de suas incongruências. Usa de artifícios anti-éticos e abusa da boa vontade alheia em benefício próprio, no entanto, quando desmascarada - ainda - dá um jeito de se dar bem. É aquela história da dualidade do caráter humano que, no fim, o que importa são os resultados. Lembra uma velha máxima sobre 'os fins não importam os meios'...
Com destaque para a esplêndida fotografia do semi-árido norte-americano e o belíssimos olhos da coadjuvante. É um filme bem movimentado. Com boas cenas de ação e um timing perfeito. O roteiro não impressiona - tens uns furinhos básicos, mas cativa, chega a emocionar em alguns momentos. Seres espaciais buscam ouro terrestre e não medem esforços ou consequências para obtê-lo. Pena que eles cruzaram com o super-sarado-loiro-quarentão-fodão quem nem o Indiana Jones dá jeito. É um filme divertido, um super faroeste hi-tech muito bem dirigido, com muitos efeitos especiais e trilha sonora legal. Ainda assim não superou as expectativas de quem aguarda o... brevemenente nas telonas... o nacionalissimo... "Aliens do Cangaço". Em breve num cinema perto de você.
O filme começa bem, com um texto empolgante e animações estilosas. Porém o desenrolar da história é uma afronta a inteligência mediana. Exibe uma boa direção, fotografia caprichosa, trilha sonora envolvente e roteiro semi-idiotizante. Com sequências e argumentos absolutamente dispensáveis, o roteiro mal estruturado e ambicioso quase destrói a película. Com frases soltas, tiradas cômidas sem graça e apelos sentimentais rasos. Católico que sou quase me orgulho da Santa Igreja. Cheguei a pensar que fosse uma produção canônica para resgatar fiéis e reconstruir a imagem do padre como um guerreiro da Igreja. Enfim, o filme é uma crítica ao sistema religioso que interpõe-se entre Deus e o homem enquanto as mazelas do mal governam as cidades e controlam a humanidade. O ambiente é um misto de '1984', 'Blade Runner' e 'Underworld' o que o torna visivelmente interessante. Tem boas sequências de ação e efeitos especiais bem legais.
É verdadeiramente o primeiro blockbuster locado no Brasil. Exibe escatologias semelhantes a 'Duro de Matar 4.0' ou 'Terminator 3'. Com sequências mirabolantes e fotografia fabulosa. A direção é inovadora e surpreende em várias tomadas. São belíssimas pans, fantásticos travellings, inusitados ângulos e furos sem-fim de roteiro. O conteúdo do filme não exige do roteiro mas nos prestigia com lindas cenas do Rio e retratos no mínimo exóticos da pobreza brasileira. A trilha sonora revela qual o outro caminho da música brasileira no exterior, com direito a 'Popozuda' e Marcelo D2. É uma história sem 'mocinhos' - que é o mesmo que dizer sem 'bandidos', ou seja, aquela velha idéia do bom vs o mau, do herói vs vilão não cabe aqui. Aqui todos são anti-heróis com caracteristicas morais duvidosas e incertas. São criminosos caçando e vingando criminosos. Neste caso o inimigo dos protagonistas é um, socialmente, influente traficante carioca. Ótimo entretenimento. Curti mesmo.
Uma das coisas mais tocantes nos filmes Marvel é a partipação de Stan Lee como figurante. O criador de Hulk, Homem-Aranha, X-men, Capitão América, Demolidor, Elektra e muitos outros, aparece em pontas minúsculas, muitas vezes sem fala. No Capitão América ele é um dos generais.
Este é um filme fidedigno a idéia original do personagem e apresenta efeitos mirabolantes. O ultrapatriotismo do herói nunca me cativou, no entanto, o roteiro tenta não enfatizar este lado (o que é verdadeiramente impossível) para centrar a narrativa na idéia de superação humana, de perseverança e autoconfiança. É a história de um garoto franzino que voluntaria-se a uma experiência científica militar e torna-se um jovem alto e forte, mantendo inabalável seu senso de justiça e força de caráter.
A participação de Schwarzenegger, Willis e Giselle Itié mostrou uma boa química, principalmente o sarcástico relacionamento entre Sly e Schwarzenegger.
"...Mas muito mais que um desfile de veteranos, a produção traz ainda um checklist de clichês oitentistas. Líder do narcotráfico? Ditador de país latino? Garota durona em perigo? Missão contra todas as chances? Está tudo lá, bem amarradinho e sem qualquer pretensão senão a de voltar a uma época mais simples no cinema. Na trama, o grupo de "soldados da fortuna" de Barney Ross (Stallone) é contratado pelo misterioso Sr. Church (Willis) para infiltrar-se em uma ilha latina e assassinar seu ditador (David Zayas, de Dexter). Chegando lá, eles conhecem a rebelde Sandra (Giselle Itié) e descobrem a verdadeira natureza do problema. Mas quando eles enfim escapam da ilha, Sandra prefere ficar e lutar - o que desperta em Barney um sentimento de redenção que ele desconhecia...."
"...- As filmagens ocorreram entre 6 de abril e 3 de julho de 2009; - Parte do filme foi rodado no Brasil, na cidade de Mangaratiba (RJ) e também no Parque Lage, no Rio de Janeiro; - O orçamento de Os Mercenários foi de US$ 60 milhões;..."
É uma versão histórica da lenda de Robin Hood. Neste filme somos apresentados ao mito de origem do herói. Numa versão verossímil e realista somos transportados para o século XI ou XII na volta de uma 'Cruzada Sagrada' sob o comando do Rei Ricardo Coração de Leão. Um fato não abordado é que curiosamente foi neste período que nasceu o Reino de Portugal sob a proteção da Inglaterra. Com a morte do rei Ricardo na viagem de retorno da Cruzada, o novo rei da Inglaterra será seu incompetente irmão. Com a ajuda de um traidor da corte inglesa a França planeja conquistar a Inglaterra enfraquecendo-a numa guerra civil. Robin é responsabilizado pelo fracasso dos planos do rei francês e aclamado por todos, exceto pelo fraco e manipulável irmão de Ricardo. Excepcionalmente fotografado, magnificamente sonorizado, com direção impecável e roteiro consiso, objetivo e completo. Superou minhas expectativas.
Mais do mesmo. Quem gosta de 'Lost' vai gostar deste filme também. Com boa técnica e rica produção o filme é bonzinho. Mais uma vez torci pelo carismático alienígena. O roteiro é totalmente clichê com raras e honrosas excessões. Um grupo selecionado de humanos (soldados, rebeldes, assassinos, enfim, 'predadores') de variadas nacionaliades e facções são inacreditavelmente soltos numa floresta alienígena para serem caçados. Com final previsível e tudo mais...
O filme é uma 'via crucis', tanto pro pobre do ator Jaa quanto pro espectador. Numa atmosfera mística, romântica e escatológica, nem de longe lembra o primeiro 'Ong Bak'. A bela fotografia e o bom figurino salvam o filme, pois a enfadonha direção, o fraco roteiro e a carência de imaginativa da coreografia decepcionam. Depois uma pêia (surra, em cearês) graande no início do filme o protagonista passa quase toda película se recuperando das mazelas ao mesmo tempo em que forma-se um clima de romance com sua singela paixão de infância. Com dois momentos de luta mirabolantes e pouco criativas. Gostei não.