1.7.15

A Duquesa

Ambientado poucos anos antes da Revolução Francesa. Numa região do Reino Unido. Minha ignorância não tem mais detalhes. Trata de poderes e títulos nobiliárquicos que pouco domino. Não conheço as regras que norteiam a lógica da realeza e suas cortes. O momento é de implantação de uma nova lógica, mais democrática, mais includente e supostamente mais clara...

25.6.15

25a Hora (25th Hour)


2002. Os créditos iniciais são apresentados juntamente com cenas noturnas de Manhattan e as almas iluminadas das torres gêmeas. Belo começo. O elenco é cativante. Direção de Spike Lee. As locações nos coloca centro de Nova Iorque. Com recursos de câmera curiosos. Estética fotográfica realista e equilibrada. Trilha sonora envolvente. É um filme intimista e reflexivo. Discursa sobre atitudes, postura e decisões que precisam ser feitas com coragem, disposição e alegria.
"Sua vida passou tão perto de não existir"


18.6.15

Junho

A melhor edição. A melhor produção. A melhor trilha sonora. A melhor participação de especialistas. A melhor e mais abrangente cobertura de imagens (Diversos estados e exterior . A melhor exposição de motivos e de pontos de vista. Cenas exclusivas de locais privilegiados (de dentro da prefeitura de São Paulo, de dentro do Congresso Nacional em Brasília, etc.) e uso de aparatos técnicos sofisticados (gruas, drones, etc.). A montagem (feita de maneira espetacular) coloca em cena todo o processo de mobilização que começou com uma pauta homogênea e terminou com a reunião de grupos diversos com objetivos difusos. O nascimento e a constatação de uma nova forma de intermediação entre população e Governo, para além dos partidos políticos e da mídia de massa.

Red Dawn - Amanhecer Violento

Refilmagem do homônimo de 1984. Numa tranquila manhã, uma pacata cidade do interior dos EUA é invadida pelo exército norte-coreano. A cidade é facilmente rendida e sitiada. Uma guerra de guerrilha é travada por adolescentes sem experiência, o Wolverines, contra a ocupação estrangeira que tenta subjugar e, ao mesmo tempo, ganhar a simpatia dos cidadãos. Direção, fotografia e música sem grande destaque. O roteiro respeitou o original o máximo que pode mas não surpreendeu nem cativou como anterior, no entanto, é um bom entretenimento.

11.6.15

Apenas uma chance (One Chance)


Fiquei surpreso por sua narrativa e direção me envolverem tão carinhosamente ao longo do filme. A trilha sonora é uma mistura divertida e séria, alegre e dramática. Os atores são carismáticos. A fotografia é primorosa. É um filme inspirador e instigante. 
Quando garoto amava cantar no coral e ouvir música clássica. É um tenor de grande talento natural que nunca teve o apoio do pai apesar dos esforços da mãe.
Cresceu no subúrbio de uma cidade industrial no País de Gales. Sofreu bullying a vida toda. Conheceu a primeira namorada através da Internet e casou-se ainda virgem com ela. Foi ela a grande incentivadora e protetora de tudo quanto o fizesse feliz. Foi por causa dela que ele enfrentou sua insegurança, seus medos e incertezas. Foi ela que o provocou a estudar em música em Veneza (o que o fez conhecer seu ídolo Pavarotti) e anos depois a se inscrever num famoso programa de talentos da TV inglesa. A próxima frase é um spoiler violento: Venceu o concurso e acabaram todos os seus problemas.
O barato do filme está na construção equilibrada das tensões e da trama que envolve relações familiares, de vizinhança, de amizades, de trabalho, de coleguismo, profissionais, amorosas, de responsabilidade, de desejo, etc. É um filme rico em detalhes e humano ao máximo.

4.6.15

Colateral

A trilha sonora é do caralho. A dinâmica é cansativa e a narrativa não alcança o envolvimento esperado. A história é legal mas faltou 'alma' neste filme. Tem vias sequências. Tem fluidez nas transições de cena. O ator do papel do taxista não me parece autêntico. Não me conheceu nem um momento. Me pareceu deslocado, fora do lugar. A cada aparição eu o estranhava e sabia que aquilo era um ator fazendo um filme tentando interpretar uma personagem. O filme tem uma premissa desagradável. O taxista é poupado pelo assassino profissional e ainda assim ele não hesita em atirar no assassino na primeira chance. Merchandising violento do V3 da Motorola. A direção é inconsistente. Trilha sonora metida a intimista e relativamente original. O título nada tem a ver com a história ou com nada. Remete remotamente ao efeito colateral de ações cotidianas mas apenas remotamente. É um filme frio e pouco envolvente. Todos os personagens nos são frios e

28.5.15

9

Animação futurista pós apocalíptica. Pequenas criaturas maquínicas animadas por espíritos transmutados são os poucos sobreviventes de uma guerra final entre homens e máquinas. Ciência e misticismo se misturam. Uma história repleta de humanidade e esperança. Com direção vibrante e boa narrativa. O cientista responsável pela arma definidora da guerra final usa o artifício da "vida transmutada" (conhecimento místico milenar) e divide sua alma em nove facetas cada uma animando um pequeno boneco robô humanóide feito de retalhos e partes metálicas. Acidentalmente eles ativam a máquina de criar máquinas (e acumular almas) e vêem seus amigos morrendo um a um. Até que consigam desligar a máquina do mal e libertar seus amigos. O roteiro não explica bem muita coisa e ficam muitas dúvidas no ar. A mensagem geral é boa e reflexiva mas a história em si é inconsistente. É uma ótima animação com boas sequências dramáticas e de ação.

21.5.15

A Fita Branca

Alemanha rural, 1913. Uma pequena vila é acometida de acidentes misteriosos. Crianças são espancadas em nome dos pecados dos pais. A comunidade é pacata mas de religião severa e educação rígida. As mulheres são submissas e castas. Os homens sérios e com forte sentimento de honra. É narrado pelo professor que conta sua própria trajetória enquanto exibe o cotidiano de algumas famílias da vila. Mesmo com o envolvimento da polícia os crimes não são revelados. Antes que os mistérios sejam resolvidos começa a I Guerra Mundial. Toda a rotina é interrompida e o filme acaba. A direção é lenta e imersiva. Longos takes causam certa sensação voyer. A fotografia é em preto e branco com forte teor 'noar'. Trilha sonora, inexiste. Tão emocionante quanto este texto.

14.5.15

Transformers 4 - A Era da Extinção

Valores duvidosos. Motivações complicadas. Falta absoluta de qualquer verossimilhança. Narrativa frágil e complicada. Completa ausência de coerência. Direção confusa e poluída. Filme longo. Argumentos óbvios. Falta de respeito à continuidade de tempo e de espaço. Piadas sem timing. Explicações vagas. Justificativas vazias. Muito merchandising. O filme vale pela qualidade do áudio e dos efeitos visuais. Pela fotografia magnífica. Pelos ângulos e movimentos de câmera incomuns. São duas horas e meia de ação e espetáculos megalomaníacos. Chicago. Alguma cidade chinesa. Destruição. Explosão. Tiros, bombas e armas dos mais variados tipos e tamanhos. Nenhum dos personagens humanos dos filmes anteriores. O que mais me incomoda é como os alienígenas se referem aos humanos, como uma massa de indivíduos totalmente desprovidos de identidade, personalidade ou individualidade, especialmente o Optimus Prime que fala com cada pessoa como se pudesse responder pelas ações de toda humanidade.

7.5.15

Team America Detonando o Mundo - World Police

2004. Dos mesmos criadores de South Park. Animação feita com marionetes repleto de efeitos especiais elaboradamente toscos. Humor ácido e sarcástico. Cheio de clichês estigmatizados e estereótipadas referências de filmes famosos. Uma sátira completa à cultura pop americana destilada na trilha sonora, na narrativa e nas personagens. O ditador norte-coreano controla os terroristas muçulmanos e planeja um ataque mundial para transformar todo o planeta em um país de terceiro mundo. Sediados no patriótico Monte Richmore, a equipe de agentes de elite dos EUA contam com o melhor ator da Broadway para deter este desastre terrorista. Com sequências antológicas, argumentos grosseiros, diálogos de baixo calão, ações absurdas e fatos completamente non-sense. É divertido, crítico e reflexivo.

30.4.15

Sabotagem

Um clássico do enlatado americano. Direção inconsistente e vacilante. Fotografia abaixo da média. Trilha sonora imperceptível. Roteiro tosco. Diálogos non sense. Humor fora de timming. Enfim, tirando a produção nada presta neste filme. É uma ofensa a qualquer lapso de inteligência. Nem a perseguição de carros é verossímil. As motivações de todas as personagens são esdrúxulas. O desenvolvimento da trama é forçado e cheio dos piores clichês. O desfecho é o maior de todos os absurdos - além de inteiramente óbvio. O Cuba Jr. tá fodido com o seu empresário. Como é que o cara se nega a ser coadjuvante nos filmes da Marvel para ser num filme B deste? O papel dele é ínfimo aqui apesar de ter alguma importância nas sequências finais. Não entendi a proposta. Era uma homenagem aos "filmes brucutus" anos 1980 ou uma vitrine para vendas de armamentos? O chefe de uma equipe Federal de combate ao narcotráfico tem sua esposa e filho assassinados por um cartel de drogas mexicano. Meses depois, ele é sua equipe roubam 5% de 200 milhões de dólares numa operação contra o tráfico. Sem necessidade, eles tocam fogo em 190 milhões e passam seis meses sendo investigados pela própria polícia por causa de 10 milhões. (Dá licença! Como assim? Os caras torraram 190 à toa e vão ser questionados por causa de 10? Se tocaram fogo no dinheiro como dariam falta desse valor?) O dinheiro roubado sumiu e a desconfiança toma conta da equipe. Quando são reintegrados, eles começam a morrer um a um. Uma detetive da polícia começa a investigar os crimes, mas não descobre nada por si. Tudo que descobre é porque acaba sendo usada como uma confidente dos membros da equipe. [SPOILER] Por fim, existia um traidor no grupo (Dâ...). Vai piorar. Quando você souber o que o cara fez com o dinheiro roubado depois de tudo que aconteceu (fazer todo mundo passar seis meses num inferno de investigações, causar a morte de todos da equipe e de muitos inocentes), você vai concordar comigo. Ele simplesmente viajou sozinho ao México, colocou todo dinheiro sobre a mesa de um policial, descobriu o endereço do cara que matou esposa e filho e, sozinho, vai lá e mata geral. Para um fim digno e triunfal, o protagonista acende um charuto num ambiente de luz difusa e esfumaçado. Taqeopareu! Se o cara conseguiu fazer sozinho, por que não foi lá com a equipe? Se fuder, que filme ruim do caralho!

23.4.15

Shutter Island - Ilha do Medo

A direção é estranha. Movimentos de câmera atípicos. Cortes bruscos. Diálogos truncados. Trilha sonora tensa. Fotografia interessante com enquadramentos elaborados. Efeitos visuais interessantes. Dois agentes federais são enviados para uma ilha onde uma mulher fugiu misteriosamente de um manicômio de segurança máxima. Nada é o que parece. Surpreenda-se.

16.4.15

A Outra (The Other Boleyn Girl)

2008. Columbia, Universal e BBC chamaram Eric Bana, Scarlett Johansson e Natalie Portman para contar a história de Henrique VIII, pai de Elizabeth I, em sua louca busca por um filho varão. Casado com a Rainha Catarina e devoto da Igreja católica apostólica romana foi manipulado por um de seus conselheiros a envolver-se com suas sobrinhas, Ana e Maria. Encantado pela beleza das duas leva-as a corte, tem um filho com Maria, apaixona-se por Ana, anula seu casamento com Catarina, rompe o relacionamento com a Igreja Católica, torna Ana a nova rainha, tem uma filha com ela. Acusada de incesto, Ana e seu irmão são condenados e decapitados. Toda família do conselheiro e seus descendentes são mortos por ordem do rei. Maria cria seu filho no campo onde vai viver o resto da vida. A trilha sonora é clássica e intimista, a fotografia tem ares iluministas e capricha nos contrates de luz e sombra. A direção é fluida e conservadora. A produção é como se supõe: impecável.

9.4.15

O Candidato Honesto

Versão brasileira e menos inspirada do filme de Jim Carrey "O Mentiroso", sem dúvida. A avó à beira da morte pede a Deus que seu neto pare de mentir. Ele é candidato a deputado federal e está em vantagem há poucos dias da eleição. É uma comédia com poucos momentos engraçados e muito pastelão forçado. Padrão Globo de produção.