16.4.15

A Outra (The Other Boleyn Girl)

2008. Columbia, Universal e BBC chamaram Eric Bana, Scarlett Johansson e Natalie Portman para contar a história de Henrique VIII, pai de Elizabeth I, em sua louca busca por um filho varão. Casado com a Rainha Catarina e devoto da Igreja católica apostólica romana foi manipulado por um de seus conselheiros a envolver-se com suas sobrinhas, Ana e Maria. Encantado pela beleza das duas leva-as a corte, tem um filho com Maria, apaixona-se por Ana, anula seu casamento com Catarina, rompe o relacionamento com a Igreja Católica, torna Ana a nova rainha, tem uma filha com ela. Acusada de incesto, Ana e seu irmão são condenados e decapitados. Toda família do conselheiro e seus descendentes são mortos por ordem do rei. Maria cria seu filho no campo onde vai viver o resto da vida. A trilha sonora é clássica e intimista, a fotografia tem ares iluministas e capricha nos contrates de luz e sombra. A direção é fluida e conservadora. A produção é como se supõe: impecável.

9.4.15

O Candidato Honesto

Versão brasileira e menos inspirada do filme de Jim Carrey "O Mentiroso", sem dúvida. A avó à beira da morte pede a Deus que seu neto pare de mentir. Ele é candidato a deputado federal e está em vantagem há poucos dias da eleição. É uma comédia com poucos momentos engraçados e muito pastelão forçado. Padrão Globo de produção.

2.4.15

Hugh Laurie - Down by the river

2011. O ator Hugh Laurie (do seriado 'House') aceita o desafio de seguir pela estrada até as origens do Blues em Nova Orleans. Conversando com a câmera em primeira pessoa, ele desvenda parte da história dos ícones da música negra americana. Visita gravadoras, rodas de violão, lojas de discos e igrejas. Entrevista, canta e grava com homens e mulheres do blues enquanto revive e relembra músicas que tornaram o rio Mississipi o lugar sagrado da música afro-americana. Em menos de uma hora somos apresentados a uma miríade de ritmos, cantos e instrumentos que penetram a alma e nos aproxima de uma das mais belas artes humanas.

26.3.15

Tudo por um sonho - Chasing Mavericks

Um filme comovente e instigante. Uma homenagem ao surfista Jay Moriarity, que morreu afogado nas ilhas Maldivas aos 22 anos. De família modesta e apaixonado pelo surf. Jay pede a seu vizinho que o ensine a surfar as Mavericks (ondas gigantes). Com dedicação e disciplina ele segue todas as orientações do seu tutor enquanto divide o tempo entre a escolha é o trabalho. As mavericks ocorrem em um período específico do ano e muitos acidentes costumam acontecer. A estreia de Jay é nervosa mas um sucesso. Isso o projeta a uma carreira internacional que é interrompida pouco tempo depois num acidente banal durante um mergulho nas ilhas Maldivas. A fotografia é mediana e a direção não é incrível. A narrativa é simples e objetiva mas repleta de sentimento. É uma homenagem tocante ao espírito do surf e especialmente ao que Jay representa.

19.3.15

Contratadas para matar (les femmes de l'ombre / female agents)

2008. Para garantir a operação que dará origem ao "Dia D" na Segunda Guerra Mundial, um grupo de mulheres é recrutado para resgatar um geólogo aprisionado pelo exército nazista quando fazia estudos topográficos na Normandia. A operação secreta e arriscada é descoberta por um oficial nazista que, sem provas, não consegue apoio da direção do partido. É um filme tenso, cheio de heroísmo, coragem e ousadia. A trama é bem articulada e é de prender o fôlego. A direção é boa e conduz a história de forma convicente. A fotografia não é o ponto forte mas não decepciona. A trilha sonora é original e compõe bem todo o filme. O roteiro é, sem dúvida, o melhor deste filme que destrincha em seus argumentos toda a tensão e importância de cada atitude das personagens. Baseado em fatos reais.

12.3.15

Invencível

2001. A história é válida e positiva mas o roteiro tem erros crassos. A trilha sonora é original, tem fotografia de época, produção cuidadosa e direção comum. Na Polônia de fins da década de 1930, um jovem ferreiro judeu se destaca por seu tamanho e força. É convidado a ir à Berlim para se apresentar num espetáculo de mágica e misticismo. Um charlatão o explora como pode enquanto mantém uma linda cantora como escrava sexual. O antisemitismo está em ascensão na Alemanha e ele surpreendente a todos por ser judeu e mais forte que qualquer ariano.  Seu espetáculo, assim como o do seu chefe charlatão, atingem grande sucesso e atrai altos membros do governo nazista. Sua fé e bom senso o guiam e ele desmascara seu chefe durante uma apresentação lotada. Ele volta pra casa com a esperança de ser ouvido pelas pessoas quanto a guerra contra os judeus que se prenuncia na Alemanha. Numa brincadeira boba ele se fere com um prego enferrujado. O descuido com a ferida o faz amputar a perna. É o relato da aventura de um homem humilde e extraordinário. Comovente.

5.3.15

Mansfield Park

1999. A fotografia é esplendorosa. A trilha sonora magnífica. A direção é criativa e envolvente. Uma criança é dada por sua mãe para ser criada por uma família abastada. Estamos na Inglaterra em 1806. O chefe da família é um aristocrata que negocia escravos mas este é um assunto velado na casa, a escravidão foi proibida na Inglaterra. Mansfield Park é o nome da luxuosa propriedade onde vivem o casal, alguns empregados, quatro filhos e a jovem novata. Uma trama complicada é montada para casar os filhos. Jogos, festas, acordos e cerimônias. É um roteiro bem completo em suas nuances, desde as falas até as características das personagens. Com textos e argumentos agradáveis e verossímeis quanto ao comportamento, atitudes e valores da época.

26.2.15

Trancendence


Usos interessantes da nanotecnologia. 
A direção é indigesta. Algumas atuações sofríveis apesar do grande elenco. Os efeitos visuais são convincentes mas nada impressionante. A dinâmica das ações é fraca e empobrecem o filme. O roteiro tem mais buracos que queijo suíço. A trilha sonora também é uma grande decepção. Tudo no filme é mediano menos a ideia que é fantástica. Um filme de 2014 com essa temática merecia uma produção melhor.

19.2.15

Pablo Escobar: anjo ou demônio

Através de depoimentos, entrevistas, reportagens e imagens da época o filme conta sem muitos detalhes como um narcoterrorista mudou a história da Colômbia nas duas últimas décadas do seculo XX. Transformou a indústria da cocaína e se tornou referência ambivalente em todo planeta. Amado e idolatrado por uns, temido e odiado por outros, essa figura ficou entre as dez maiores fortunas do mundo no auge de seu império do tráfico. Foi eleito legislador em seu país, matou políticos, jornalistas e juízes. Foi responsável por múltiplos sequestros e ataques à bomba em diversos locais públicos e privados. Implacável e filantropo, Pablito foi uma personagem cheia de contradições. Construiu uma prisão onde se prendeu por pouco mais de um ano. Fugiu e foi morto meses depois pelos rivais do Cartel de Medelin: o Cartel de Cali. A trajetória dessa persona é pincelada de forma modesta mas altamente esclarecedora nos 70 minutos de projeção. Vale a pena sim.

12.2.15

Quem matou Pablo Escobar?

Entrevistas com pessoas que vivenciaram o período de atuação de Escobar. Jornalistas, políticos, parentes (do narcoterrorista e de vítimas), amigos, inimigos e agentes (nacionais e americanos). Questionam a verdadeira autoria da morte de Escobar. Quem se beneficiaria com sua morte? Por que formariam a verdadeira autoria? O filme deixa transparecer que a versão oficial é uma farsa, que todos sabem disso e que todos concordam que é melhor que deixe assim.

5.2.15

Maior, mais forte e mais rápido (Bigger, stronger and faster)

Um documentário engraçado. Narrado em primeira pessoa por um dos documentados. Conta de forma irônica a busca pela realização pessoal do sonho americano vendido pela mídia dos EUA. Uma família cujo três filhos homens espelham-se nos heróis brucutos idealizados pelo cinema dos anos 1980. Os três irmãos enveredam na busca do corpo forte e musculoso na esperança de alcançar o sucesso profissional e a realização pessoal. Para isso lançam mão de anabolizantes e esforçam-se para se destacar nos esportes nacionais como o futebol americano, a luta livre e o halterofilismo. A narrativa ácida questiona a importância desses valores e constata através de entrevistas com profissionais e ex profissionais desses meios as frustrações e as esperanças ainda persistentes. É um filme interessante, questionador e, até certo ponto, otimista.

29.1.15

Levantando Ferro (Pumping Iron)

1976. É um documentário sobre fisiculturismo muito bem feito. Exibe os bastidores dos treinamentos, as relações entre esportistas e técnicos, as rivalidades, os sacrifícios e a diplomacia. Estrelado pelo já icônico e narcisista Schwarzenegger e apresentando seu mais novo oponente, o futuro incrível Hulk da TV. Através de entrevistas

22.1.15

O mordomo da Casa Branca

Filho de escravos, vê seu morrer pelo seu dono na sua frente quando ainda criança. Sua mãe estuprada violentamente fica louca. É usado como aprendiz de escravo doméstico. Sendo de boa índole e executando com presteza seu trabalho é indicado a trabalhar num importante hotel de Washington. Lá conhece sua esposa, casa-se e constitue família e redes sociais.

15.1.15

O Grande Herói (Lone Survivor)


Quanta imbecilidade o título brasileiro deste filme. O filme é ótimo e o título dado a ele no Brasil é um desserviço à produção. Dramático, envolvente, verossímil. Com trilha sonora bem selecionada, textos e argumentos convincentes. Fotografia bem cuidada. Direção sóbria e elaborada. Baseado em fatos reais, conta a história de uma incursão do exército americano no Afeganistão que deu errado, onde uma equipe de terra foi cercada e massacrada por talibãs. Um helicóptero de resgate com vários soldados também foi abatido e apenas um soldado sobreviveu graças a ajuda de camponeses afegãos anti talibãs.
O filme é uma homenagem aos soldados americanos que dedicam sua vida ao país e mais ainda à possibilidade de servindo seu país possa realizar seus sonhos materiais com o soldo militar. Lembra também que é importante não generalizar os inimigos e evitar o pré julgamento, o preconceito e o engano das aparências. Com ótimas sequências de combates e uso de equipamentos militares.