20.7.13

Os Vampiros Que Se Mordam

Paródia pastelão de Crepúsculo. Eles aproveitaram toda narrativa e incrementaram com peidos e babas. Violência exagerada e explícita com textos absurdos e situações sem sentido. É engraçado mas é cliché total. É dirigido com capricho e tem fotografia similar ao original. A trilha sonora é parte importante do filme e é usada para reforçar as mais diversas situações. Os efeitos especiais e visuais não decepcionam e não surpreendem. Não saberia avaliar as atuações, mas de um modo geral, eu gostei. Os textos são cheios de referências a seriados de TV, bandas pop, livros e autores da moda e outras coisas. É um filme legal pra assistir com uma turma de amigos, especialmente se tiverem

Aprendiz de Feiticeiro


Com Nicholas Cage. Uma comédia adolescente bem legal. Ótimas sequências de magia, texto com tiradas engraçadas e um visual envolvente. A mil anos Merlin, O Mago,  foi morto por uma bruxa ao ser traído por um dos seus três aprendizes. Os outros dois aprisionaram a bruxa numa boneca russa,  porém um deles ficou preso com ela. Ficou para o mago Baltazar restante o dever de encontrar o primeiro merliniano, o único que seria capaz de vencer a bruxa maldita. Mil anos se passaram e Baltazar encontra acidentalmente em Nova York essa pessoa, um jovem, nerd, estudante de física, que faz experimentos malucos com base em teorias de Tesla (interessante constatar a associação que fazem entre os experimentos de Nicholas Tesla e as artes mágicas, este é o terceiro filme que assisto que faz esta relação). Tesla criou a tecnologia que permite o rádio e a eletricidade. Com muitos efeitos especiais, situações cômicas e algum romance, o filme diverte bem. 
(25.11.2011) 

11.7.13

Pierre Fatumbi Verger - Mensageiro entre dois mundos

Comovente. Gilberto Gil percorre os caminhos traçados por Verger para criar as conexões entre o Candomblé no Brasil e na África. Entrevista pessoas que conviveram com ele no mundo da arte,  da ciência e da religião. Musicalmente inédito, com fotografia impecável e direção fluida e inteligente.

007 Os Diamantes são Eternos

A quantidade de elementos tecnopolíticos internacionais é surpreendente e assustadora. A qualidade da produção em efeitos visuais e tecnologia são uma sumidade para a época. Este filme é  de 1971, e mesmo hoje no Brasil, não dispomos do poder de criar um filme neste nível. O filme é longo e complexo. Tem uma narrativa com senso de humor agradável mas de linearidade complicada e repleta de detalhes sutis.  Percebe-se ao longo da película uma enorme variedade de merchandising em uma vitrine móvel do que há de melhor em luxo, conforto, regalias, privilégios e tudo o mais ao alcance do dinheiro ilimitado. Todos os fetiches possíveis e imagináveis especialmente relacionados ao corpo e a beleza feminina. É um retrato de uma época. O filme é comprido e o roteiro apresenta uma miríade de lugares, pessoas e situações que são difíceis de absorver numa única assistida. Sean Connery faz o 007 que passeia pela Europa e Las Vegas em busca de um comerciante de diamantes que planeja monopolizar a paz mundial chantageando governos do mundo com uma arma laser feita com diamantes instalada num satélite. É um entretenimento agradável apesar de subestimar a inteligência do telespectador com relativa frequência.

007 Viva e Deixe Morrer

Este é de 1973 com Roger Moore no papel de 007. Confesso que ele não me parece mais carismático que Sean Connery. Retrata novamente o auge da civilização ocidental, suas invenções, ambições e desejos. O charme sedutor das 'bondgirls', dos argumentos e do próprio agente torna o filme leve apesar das mortes e quebra-quebra. O exotismo e a diversidade cultural é sempre uma das principais características dos filmes de James Bond. Neste conhecemos um pouco da cultura negra americana, tanto em NY quanto em New Orleans. Soluções tecnológicas e a apresentação de novos produtos mercadológicos são coisas que sempre se espera destes filmes. Neste o agente britânico precisa vingar a morte de um amigo envolvido em tramas internacionais.

4.7.13

O Enigma da Pirâmide

(Young Sherlock Holmes)
Efeitos especiais super realistas. Trilha sonora original, agradável e empolgante. Narrado em terceira pessoa por Watson. Lindamente ambientado numa escola secundária inglesa do século XIX. Relata uma aventura inteligente e instrutiva de Sherlock Holmes, a solução de seu primeiro caso além de seu primeiro encontro com J. Watson e Lestrad,  o detetive. Um roteiro engraçado, carismático e criativo. Um dos filmes mais completos que já vi em termos de entretenimento. Um filme de suspense 1985, brilhantemente dirigido. Com sequências empolgantes, intrigantes e curiosas. A fotografia é impecável e muito superior à média das produções da época - mesmo para os padrões atuais. A cenografia é incrível e completa, assim como o figurino. "A vingança é mais doce quando servida fria": Uma máxima proferida por Sherlock que, mesmo tendo assistido a este filme em 1988, nunca esqueci. Uma série de mortes misteriosas ocorriam nos arredores da escola. Suspeitando de que as mortes não tenham sido acidentais, Sherlock começa uma investigação e logo encontra elementos de uma antiga e violenta seita egípcia. Humor e suspense permeiam toda a trama enquanto as pistas o aproxima do insuspeito assassino. Muito legal! 

3.7.13

Lincoln


Fabuloso. Inconsútil. No último ano da guerra civil americana o presidente dos Estados Unidos lidera o Congresso no sentido de abolir a escravatura. Para isso usa-se de todas as artimanhas políticas possíveis e necessárias. Dilemas difíceis, decisões comprometedoras. Tudo em prol de um futuro incerto mas justo, igualitário e livre. No momento em que a ciência revelava suas mais significantes descobertas e o ímpeto religioso de harmonia entre o natural e o sobrenatural, atitudes políticas coragem e fé são demonstradas por um homem e seus pares. Um filme que exalta a dignidade, o respeito e a inteligência. É uma exaltação ao ícone de uma época, ao representante de uma nova fase do espírito humano. Produzido por Spielberg e K. Kennedy. Não existem objeções quanto a nenhum aspecto técnico. Trilha sonora clássica, fotografia épica, direção sublime, argumentos infalíveis e inspirados. Desde já, um clássico do cinema. Envolvente, instigante e eloquente .

2.7.13

A Hora Mais Escura

Adaptar fatos reais para o cinema tem suas dificuldades, principalmente quando se trata de fatos recentes. A morte de Bin Laden foi em maio de 2011. Produzir um filme como este em menos de um ano é impressionante. Este é o que podemos chamar de docudrama: um relato, com atores, de fatos reais (a tautologia é necessária neste caso). Ótimo. Tecnicamente não tem problemas (uau!). Trilha sonora original, fotografia no clima certo, ambientação verossímil, argumentos convincentes, etc. Tem o mesmo astral do outro filme da mesma diretora. O que me intriga é o acesso que lhes deram às informações do serviço secreto e militar dos EUA. E mais ainda, o quê nos permitiram ver. Qual o interesse em exibir mundialmente - em HD! - o que o Governo americano fez para invadir um país e matar em território estrangeiro? Isso não viola tratados internacionais e outros direitos? O Governo americano se retratou ao Governo Paquistanês? Saciaram mesmo a - sempre eterna - sede de vingança na morte do aterrorizante terrorista Bin Laden? Este filme me deixou muitas perguntas. Não me sinto mais seguro agora. E deveria? Quem os EUA elegerão como próximo inimigo a ser caçado obsessivamente? Aliás, a obsessão foi o que levou uma agente da CIA, jovem e sem outras experiências investigativas, a encontrar o esconderijo do sujeito mais procurado do mundo. E aqueles vídeos que põem em dúvida a autoria dos atentados de 2001? E aqueles outros que mostram a farsa e o envolvimento da mídia na criação de fatos noticiosos? Cara, cada dia que passa, tendo mais a acreditar na teoria da Matrix: vivemos num mundo ilusório apenas para produzir bioenergia para alimentar um sistema maquínico... Cypher é que estava certo! Uma música de uma banda hardcore cearense tem um trecho que diz: "...Foi treinado pela CIA e voltou pra se vingar: Osama Bin Landen..."

1.7.13

João e Maria

Maior barato este filme. Tem uma estética sensual e estilo ousado. É conto de fadas moderno mesmo. Esqueça qualquer lógica temporal ou histórica pois neste filme nem a continuidade é respeitada. Ele é pra quem quer assistir sem pensar. É pra se deixar levar pelo visual e sequências de ação que foram extremamente elaboradas, criativas e exageradas. Esqueça qualquer parâmetro realístico, aqui é pura fantasia. Todavia não é recomendável para crianças. As cenas de violência são sangrentas mesmo e não pouparam criatividade na hora de mandar bruxas pro além. O armamento também é inventivo, variado e estiloso. O figurino é ousado e abusa do couro, decotes e cortes complexos. João e Maria ficaram órfãos ainda quando crianças e logo começaram a matar bruxas. Cresceram fazendo fama de matadores de bruxas. São mercenários e foram contratados para recuperar crianças que foram sequestradas por bruxas. O filme não para e do começo ao fim acompanhamos coreografias variadas de luta corporal e muito tiro. Me diverti.

29.6.13

O Último Tiro

Uma mistura de Bourne com Taken. A trilha sonora é que ficou devendo. O roteiro é inteligente e não negligencía nossa inteligência. É um filme de suspense policial e investigativo com várias boas sequências de ação e senso de humor afiado e discreto. A fotografia não é sublime mas revela bem o tom da história. A direção é legal mas também não é das melhores. As cenas de luta corporal ficaram aquém do esperado se comparado aos filmes que citei. Um ex-fuzileiro é preso acusado de matar cinco pessoas aleatoriamente em plena luz do dia em praça pública. Na detenção é surrado até o coma. É quando um companheiro do exército, agora um justiceiro relegado, se envolve para descobrir o que houve e garantir que a justiça seja feita. Uma trama complicada envolvendo negócios milionários e proeminentes membros da sociedade local vão aos poucos se revelando. É como vi na crítica do Omelete, um filme bem oitentista, mas eu dou mais crédito que eles a este filme. Assistiria de novo na boa.

Evil Dead - Uma Noite Alucinante

Um filme tenso e insano. Com efeitos visuais sinistros e maquiagem pesada. Trilha sonora intensa e estridente. O filme é tenebroso com sequência nojentas e tao asquerosas que ultrapassam o terror e chegam ao cômico. Um grupo de cinco amigos vao passar um fim de semana numa cabana isolada no mato. La encontram um livro feito de pele humana com inscrições e invocações de demônios, encontram armas e tambem gravações em k7 de um pesquisador que estudava as inscrições do livro. Um a um, as pessoas sao possuídas pelos espíritos do mal e uma longa sequência de sangue e violência tem inicio. A direção de Sam Reimi é icônica. Recentemente estreou no Brasil o remake deste filme que ainda nao vi mas ja ouvi bons comentários. Eu gosto muito deste filme. Apesar de ser do inicio dos anos oitenta o assisti pela primeira vez em 88 ou 89 quando achei disponível em VHS.

O Último Desafio

O filme tem uma estrutura bem simples e a primeira hora é apenas para preparar o terreno para o que está por vir. Um xerife e 3 assistentes enfrentam, numa cidadezinha a beira do Grand Cannyon, um grupo de narcotraficantes altamente armados. O roteiro tem um senso humor quase pastelão, simpático. Rodrigo Santoro faz o papel do namorado badboy da assistente gostosa do xerife. Extrema violência com bastante humor. Isso sim é banalização da violência. Um verdadeiro catálogo de armas, balas e acessórios. Boas sequências de tiro. A fotografia esta muito bem adequada assim como a trilha sonora. A direção é criativa e nos oferece ângulos inusitados e takes mirabolantes. A General Motors investiu bonito e destruíu um Camaro e um Corvette ZR1. Um megatraficante foge do FBI e tenta chegar ao México. Vai cruzar a fronteira por uma cidade onde o xerife é Schwarzenegger. Se fudeu.

Inimigo Meu

Reflexivo. Assisti este filme em 1987. Eu tinha 13 anos. No novíssimo videocassete do vizinho. O filme era um sucesso aclamado por público e crítica. É inovador e ímpar em muitos aspectos. Repleto de metalinguagem, o roteiro trata da convivência com o diferente, da dedicação, do comprometimento, da lealdade, do respeito mútuo e da obediência cega. Em 2092 os humanos disputam com os draxs (uma raça alienígena) uma certa região da galáxia. Dois combatentes de lados opostos caem em um planeta e se veem obrigados a se unirem para sobreviver. Os draxs são répteis hermafroditas. O drax morre enquanto dá a luz a seu filho. O humano se vê obrigado a criar o bebê drax enquanto descobre que outros da mesma raça estão sendo escravizados por humanos num minério de ferro nas proximidades. A ambientação é bem legal. A fotografia é carregada em tons avermelhados. A trilha sonora é típica dos anos oitenta com metais e orquestra. Os efeitos visuais são super caprichados, os efeitos especiais caros e complicados, as concepções e conceitos tecnológicos são bem convincentes e a maquiagem é incrível. O filme é um drama existencial e filosófico de questionamentos, conceitos e atitudes. A última meia hora é repleta de ação parece até outro filme.

15.6.13

O Lenço do Samba

Sambalenço. É um documentário de curta metragem realizado por uma talentosa cineasta brasileira que relata através de depoimentos o folclore, a tradição e a mítica de um baile secular frequentado e mantido basicamente por linhagem afrodescendente. É um baile que funciona meio como rito de passagem para homens e mulheres negros e também como forma de identidade e status. Um trabalho simples e primoroso realizado numa cidade do interior de SP.